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OPERAÇÃO RENT A CAR
Congresso em Foco
1/7/2026 | Atualizado às 8:54
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a terceira fase da Operação Rent a Car, que apura suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar. A nova etapa, batizada de Galho Fraco II, tem como alvo pessoas ligadas ao entorno do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara. O parlamentar não é alvo das medidas de hoje.
A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e cumpre cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a PF, o objetivo é aprofundar as investigações sobre a movimentação e a destinação de recursos públicos usados na contratação de empresas de locação de veículos com dinheiro da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, a Ceap.
A investigação apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. De acordo com a PF, há indícios de um esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido usadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. A corporação também aponta suspeitas de tentativas de ocultação ou alteração de provas.
Suspeita envolve locadoras de veículos
A Rent a Car investiga supostas irregularidades no uso da cota parlamentar para contratação de empresas de aluguel de carros. Nas fases anteriores, a PF identificou suspeitas de irregularidades em contratos pagos com recursos da Ceap, também chamada de cotão no Congresso. A nova etapa busca reunir novos elementos de prova sobre o caminho do dinheiro.
A cota parlamentar é uma verba pública mensal usada por deputados para bancar despesas ligadas ao mandato, como aluguel de escritório político, passagens aéreas, combustível, hospedagem, divulgação da atividade parlamentar e locação de veículos.
Operação já apreendeu R$ 430 mil
A operação teve uma fase anterior em dezembro, quando Sóstenes e Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos de busca e apreensão. Na ocasião, a PF apreendeu celulares dos parlamentares e encontrou R$ 430 mil em espécie em endereço ligado a Sóstenes.
Após a operação, Sóstenes afirmou que o dinheiro era resultado da venda de um imóvel em Minas Gerais. O deputado disse ainda que enviaria à Justiça notas fiscais e recibos de transferências por meio de assessores, advogados e contadores. "Eu não tenho nada a temer", declarou na ocasião.
Em dezembro, o PL saiu em defesa dos deputados e afirmou confiar que os fatos seriam apurados com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência. Na atual fase, Sóstenes foi procurado por meio da assessoria de imprensa, mas ainda não havia se manifestado.
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