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Tumulto

Aula de Haddad na Unicamp termina em briga após protesto do MBL

Integrantes do MBL acusaram Haddad de campanha antecipada; universidade e manifestantes apresentam versões diferentes.

Congresso em Foco

3/7/2026 | Atualizado às 9:39

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A aula magna do pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi interrompida por um tumulto na noite de quinta-feira (2), após um protesto de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e do partido Missão.

O episódio terminou com a agressão ao pré-candidato a deputado estadual Matheus Pereira (Missão-SP), conhecido como Matheus Campinas, que interrompeu a palestra para questionar o petista.

Os manifestantes foram retirados pela equipe de segurança da universidade.

Na área externa do Teatro de Arena, onde o evento era realizado, houve empurrões e rasteira entre integrantes do grupo e participantes da aula. A Polícia Militar informou que foi acionada para atender à ocorrência, mas não precisou intervir porque a situação já havia sido controlada pelos organizadores. Não houve registro de feridos.

A palestra tinha como tema os desafios econômicos do Brasil e reuniu estudantes, professores e apoiadores de Haddad.

Manifestantes acusam Haddad de campanha antecipada

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Matheus Pereira interrompendo a fala de Haddad e acusando o petista de promover campanha eleitoral antecipada durante a aula magna.

Integrantes do MBL e do partido Missão afirmaram que compareceram ao evento para cobrar explicações sobre a chamada "taxa das blusinhas" e sobre a atuação de Haddad nos ministérios da Educação e da Fazenda.

Após ser retirado do auditório, Matheus Campinas aparece nas imagens sendo empurrado e derrubado durante a confusão.

O pré-candidato afirmou que ele e outros integrantes do grupo foram agredidos por estudantes e por um funcionário da universidade. Segundo Campinas, os manifestantes pretendiam apenas fazer questionamentos ao petista e acabaram sendo alvo de agressões físicas após interromperem a palestra.

O pré-candidato a deputado federal Gabriel Piauhy (Missão-SP) também se manifestou nas redes sociais.

Ele afirmou que um segurança ligado ao evento perseguiu outro integrante do partido, Caio Santana, após a retirada dos manifestantes, e reiterou que o grupo havia ido à Unicamp para questionar Haddad.

DCE apresenta versão diferente

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp contestou a versão dos manifestantes.

Em nota, a entidade afirmou que integrantes do MBL e do Missão compareceram ao campus para provocar tumulto e desrespeitar funcionários da segurança.

Segundo o DCE, os manifestantes foram retirados imediatamente do evento e a confusão foi provocada pela ação do grupo.

Haddad retomou a palestra

Durante a interrupção, Haddad afirmou que não havia compreendido o que os manifestantes diziam. Após a retirada do grupo, retomou a apresentação e concluiu a aula.

Ao encerrar o evento, o pré-candidato afirmou que está se preparando para a disputa pelo governo paulista.

Haddad deixou a universidade sem falar com a imprensa, sob gritos de apoiadores de "Fora, Tarcísio".

Em publicação nas redes sociais, o petista destacou apenas o conteúdo da aula magna.

Disse ter debatido com estudantes, professores e pesquisadores "o futuro do nosso estado e do nosso país" e citou investimentos federais em Campinas, como o Trem Intercidades São Paulo-Campinas e os projetos científicos Sirius e Orion.

O pré-candidato não comentou a confusão.

A chamada "taxa das blusinhas", mencionada pelos manifestantes, correspondia ao imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A cobrança foi posteriormente revogada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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taxa das blusinhas Fernando Haddad Unicamp matheus campinas São Paulo eleições 2026

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