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Otoni critica Bolsonaro por não defender Michelle: "parece morto"

Parlamentar disse que o ex-presidente permanece em silêncio diante de insinuações feitas por pessoas ligadas ao próprio grupo político.

Congresso em Foco

3/7/2026 10:52

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O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por não defender publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro diante de ataques e insinuações que, segundo ele, partiram de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, na última segunda-feira (30), o parlamentar afirmou que Bolsonaro "parece morto" por não reagir às ofensas dirigidas à esposa e questionou como o ex-presidente aceita que aliados "lhe chamem de corno".

Ao cobrar uma reação de Jair Bolsonaro, Otoni afirmou que as insinuações contra Michelle atingem diretamente a imagem do ex-presidente.

"O presidente Bolsonaro não está morto, mas parece que está. Ele está vivo. Como que ele não controla a própria família? Como que ele não controla os impulsos loucos e desvairados dos seus filhos? Como que ele não protege a própria mulher? Como que ele admite que seus parceiros lhe chamem de corno?"

Para o deputado, o silêncio de Bolsonaro diante dessas declarações representa uma omissão na defesa da própria esposa e contribui para o agravamento das disputas entre aliados do ex-presidente.

Defesa de Michelle e Damares

No início do discurso, Otoni afirmou prestar "inteira e irrestrita solidariedade" à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a quem chamou de "irmãs em Cristo Jesus".

Segundo ele, os ataques direcionados às duas não partiram do PT nem da esquerda, mas de pessoas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro.

O deputado afirmou que um dos aliados teria insinuado que Michelle mantém relacionamentos extraconjugais, enquanto outro teria feito insinuações sobre a vida pessoal de Damares Alves.

Sem citar nomes, Otoni classificou as declarações como "covardes" e disse que esse tipo de comportamento passou a atingir qualquer pessoa que manifeste divergências dentro do bolsonarismo.

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Críticas ao clã Bolsonaro

Na parte final do pronunciamento, o deputado ampliou as críticas ao grupo político liderado pelo ex-presidente. Segundo ele, quem ousa discordar da família Bolsonaro acaba sendo alvo de ataques públicos.

"É isso que sofre qualquer um que ouse discordar do clã Bolsonaro. É isso que sofre quem ousa bater de frente com o clã Bolsonaro, que hoje é o que há de pior na política brasileira", afirmou.

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