Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Tarifaço
Congresso em Foco
6/7/2026 15:31
O influenciador Paulo Figueiredo anunciou nesta segunda-feira (6) que não participará presencialmente da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
A sessão integra a investigação comercial conduzida pelo governo norte-americano e antecede a decisão prevista para 15 de julho.
Previsto para falar no primeiro dia da audiência, Figueiredo informou que enviará suas contribuições por escrito ao USTR.
Segundo o influenciador, a mudança de planos busca concentrar a atenção na participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que discursará nesta terça-feira (7), no segundo e último dia do evento.
Decisão anunciada nas redes sociais
Em publicação no X, Paulo Figueiredo afirmou que a prioridade da semana deve ser a participação de Flávio Bolsonaro na audiência.
"O foco da semana deve ser a ida do @FlavioBolsonaro para lutar contra as tarifas que Lula tanto está cavando. Por isso, em vez de participar pessoalmente da audiência, optei por enviar os meus comentários por escrito. Tenho certeza de que o Flavio vai brilhar e nos representar."
Segundo o influenciador, suas considerações serão incorporadas ao processo por meio do documento enviado ao USTR.
Em publicações anteriores, Figueiredo já havia defendido que os Estados Unidos substituíssem o tarifaço por sanções individuais com base na Lei Magnitsky contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Flávio falará no segundo dia
De acordo com a programação divulgada pelo USTR, Flávio Bolsonaro participará do segundo dia da audiência, com previsão de fala às 10h, no horário de Washington (11h em Brasília).
O senador deve defender a retirada da sobretaxa e apresentar argumentos em favor do Pix, alvo de questionamentos na investigação comercial americana.
A participação também ocorre em meio às críticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atribui a integrantes da oposição uma atuação favorável às medidas adotadas pelos Estados Unidos após reuniões realizadas em Washington nos últimos meses.
Na última semana, Flávio Bolsonaro também protagonizou um atrito público com Paulo Figueiredo.
O senador criticou o aliado após uma declaração do influenciador de que "mulher vota muito mal", feita durante a repercussão da crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Como será a audiência
A audiência pública é realizada pela Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos e está dividida em 14 painéis, distribuídos entre esta segunda (6) e terça-feira (7).
Participam representantes de empresas, associações empresariais, importadores, indústrias, escritórios de advocacia, especialistas em comércio internacional e demais entidades interessadas.
Cada expositor terá cinco minutos para apresentar argumentos técnicos sobre os impactos da possível tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, além de responder a eventuais questionamentos formulados pelo USTR.
A investigação foi aberta com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.
O relatório preliminar cita, entre outros pontos, supostas distorções relacionadas ao Pix, comércio digital, etanol, acordos comerciais, combate ao desmatamento, corrupção e proteção à propriedade intelectual.
Governo acompanha como observador
O Governo brasileiro decidiu enviar representantes da Embaixada do Brasil em Washington para acompanhar a audiência, mas sem direito a manifestação.
A estratégia do Itamaraty é manter as negociações pelos canais diplomáticos.
Paralelamente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços segue em negociação com o governo americano para evitar a adoção das tarifas.
O ministro Márcio França Elias teve uma nova reunião de alto nível com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e outras conversas entre as equipes técnicas estão previstas antes de 15 de julho, data em que Washington deverá anunciar sua decisão sobre a investigação.
Temas