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CPMI DO INSS
Congresso em Foco
8/7/2026 10:04
O senador Carlos Viana (PSD-MG) contestou nesta terça-feira (7) a informação de que a Polícia Federal apontaria a CPMI como origem do vazamento de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que a cronologia dos fatos inviabiliza essa hipótese, já que o conteúdo já havia sido divulgado pela imprensa antes mesmo de a comissão ter acesso ao material.
"A Polícia Federal aponta a CPMI como origem do vazamento das conversas de Daniel Vorcaro. A cronologia derruba a versão", escreveu.
Segundo Viana, as primeiras mensagens do banqueiro foram publicadas em 6 de março. Já os dados telemáticos, afirma o senador, só chegaram oficialmente à CPMI seis dias depois.
"As primeiras mensagens íntimas do banqueiro foram publicadas pela imprensa em 6 de março. Os dados telemáticos só chegaram à comissão em 12 de março. O acesso à sala-cofre só foi liberado aos parlamentares em 13. Não se vaza de uma sala-cofre um conteúdo que já estava estampado nos jornais uma semana antes de a sala existir."
Sala-cofre
O senador também detalhou os mecanismos de segurança adotados pela comissão para o armazenamento das informações sigilosas.
Segundo ele, a chamada sala-cofre possuía controle rigoroso de acesso, com proibição de celulares e outros equipamentos eletrônicos, detector de metais, câmeras de monitoramento e registro de todas as entradas e saídas.
"Entrada sem celular, sem qualquer eletrônico, com detector de metais, câmeras e um livro registrando data, hora e motivo de cada acesso."
Viana afirmou que foi responsável por estabelecer essas regras justamente para garantir a rastreabilidade do material. "Fui eu quem impôs esse rigor, para que tudo fosse rastreável", escreveu.
Auditoria
Na publicação, o senador defendeu que toda a cadeia de custódia dos documentos seja periciada. "Então que se pericie tudo. Todos os logs. Todas as imagens. Todo o livro de acesso. Do primeiro ao último ponto de manuseio, dentro e fora do Congresso."
Ele acrescentou que não teme uma auditoria sobre os procedimentos adotados pela comissão.
"Quem montou a sala com câmera e livro de registro não foge de auditoria. Exige."
Por fim, Carlos Viana criticou o fato de integrantes da CPMI passarem a ser tratados como suspeitos pelo vazamento.
"O que não aceito é ver quem investigou o Banco Master vestido de suspeito, enquanto as mensagens já corriam soltas antes de a comissão sequer tocar no material", concluiu.
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