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Ex-primeira-dama
Congresso em Foco
9/7/2026 | Atualizado às 18:33
A nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada na quarta-feira (8) , às vésperas das convenções partidárias, indica que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é a mulher com mais poder político percebido no Brasil.
Dos entrevistados, 15,4% atribuíram a ela essa posição de forma espontânea, ou seja, sem que fossem apresentadas opções. Em segundo lugar, aparece a primeira-dama Janja, com 9%, e, na sequência, a ministra do STF Cármen Lúcia, com 4,5%. A deputada Erika Hilton (Psol-SP) está em sexto lugar, com 1,7%, e Marina Silva (Rede-SP) em oitavo, com 1,5%.
Crise interna
A pesquisa também mediu o alcance do episódio em que Michelle Bolsonaro expôs desavenças com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais. Segundo o levantamento, 33,5% disseram ter acompanhado o caso, 24,1% afirmaram que ouviram falar, 25,2% disseram não ter tomado conhecimento do episódio e 17,1% não souberam ou não responderam.
Entre os que souberam do vídeo, a avaliação do conteúdo foi majoritariamente favorável a Michelle: 29% disseram considerar as declarações totalmente verdadeiras e 35% afirmaram que elas foram mais verdadeiras do que falsas. Do outro lado, 29% disseram que as falas foram mais falsas do que verdadeiras, apenas 0,3% afirmaram que eram totalmente falsas e 6,6% não souberam avaliar.
Na soma, 64% dos que conheciam o episódio tenderam a validar a versão apresentada por Michelle, contra 29,3% que demonstraram maior descrença.
Quando o instituto perguntou especificamente sobre o efeito do vídeo na confiança em Michelle Bolsonaro, 44,4% disseram que o caso não aumentou nem diminuiu a confiança nela. Outros 23,4% afirmaram que passaram a confiar mais, enquanto 17,3% disseram que a confiança diminuiu. Já 14,9% não souberam responder.
Mulheres votam mal?
O instituto também perguntou aos entrevistados se concordavam com a frase atribuída ao influenciador Paulo Figueiredo de que "mulheres votam estatisticamente muito mal, principalmente as mulheres solteiras". A rejeição foi ampla: 44% disseram discordar totalmente e 16,6% discordar parcialmente. Apenas 4,3% concordaram totalmente e 7,3% concordaram parcialmente. Outros 7,7% ficaram no meio-termo e 20,1% não souberam responder.
Quando o corte é por gênero, a diferença fica ainda mais clara. Entre os homens, 9% concordam totalmente e 15,1% parcialmente com a frase, enquanto 37,9% discordam totalmente. Entre as mulheres, o repúdio é muito mais forte: 49,6% discordam totalmente e 25,8% discordam parcialmente.
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