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Ex-deputado

Chiquinho Brazão é alvo de operação da PF sobre desvio de emendas

Ex-deputado está preso pela morte de Marielle Franco; ao todo, PF cumpre dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão.

Congresso em Foco

9/7/2026 | Atualizado às 11:24

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Emendatio, com o objetivo de desarticular um esquema de desvio de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no Estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos está o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado como mandante do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Robson Calixto Fonseca, conhecido como "Peixe", também é investigado na operação. Ex-policial militar, ele está preso por ter colaborado com o assassinato de Marielle.

As investigações apuram ainda a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo STF, na cidade do Rio de Janeiro.

Chiquinho Brazão é alvo de operação da PF.

Chiquinho Brazão é alvo de operação da PF.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

De acordo com a Polícia Federal, parte dos recursos oriundos de emendas parlamentares, que deveriam ser destinados a entidades sem fins lucrativos com atuação em parceria com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada por meio de mecanismos ilegais.

As investigações indicam a realização de pagamentos indevidos, uso de empresas interpostas e a adoção de estratégias para ocultar a origem e o destino dos valores. Segundo os investigadores, o grupo utilizava organizações da sociedade civil, além de pessoas físicas e jurídicas vinculadas ao esquema, para movimentar recursos e esconder patrimônio.

Há indícios de que os valores eram repassados por meio de empresas de fachada e terceiros utilizados como "interpostas pessoas", prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.

A PF também identificou suspeitas de irregularidades nas parcerias firmadas com as OSCs investigadas. Entre os problemas apontados estão superfaturamento de contratos, conluio entre empresas participantes de processos de cotação de preços e até a não execução de serviços contratados.

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