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Nova fase

Operação Compliance Zero mira ataques à credibilidade do Banco Central

Publicitário Thiago Miranda foi alvo de dois mandados de busca e apreensão; suspeita é de atuação coordenada em redes sociais contra o BC.

Congresso em Foco

9/7/2026 | Atualizado às 16:43

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de investigar um suposto esquema articulado nas redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central. A ação ocorre em Brasília, onde foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF.

Um dos alvos é o dono da agência Mithi, o publicitário Thiago Miranda. Ele teria atuado como intermediário no acordo que resultou no investimento de R$ 62 milhões do empresário Daniel Vorcaro no filme sobre Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse.

A decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou as buscas coloca Miranda no centro de uma investigação que aponta para um esquema sofisticado de manipulação de informação, uso indevido de dados sigilosos e atuação coordenada para pressionar instituições e jornalistas.

Segundo a decisão, a Polícia Federal identificou indícios de que Thiago Miranda Silva teria atuado em coautoria com o empresário Daniel Vorcaro e outros integrantes de uma organização criminosa com três objetivos principais: "proteger o núcleo dirigente da organização criminosa; manipular a opinião pública; e coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central" .

Trecho da decisão que autorizou os mandatos de busca e apreensão.

Trecho da decisão que autorizou os mandatos de busca e apreensão.Congresso em Foco

A PF afirmou que as investigações apontam indícios de uma atuação coordenada que vai além da disseminação de conteúdo digital. O grupo investigado, em tese, também estaria envolvido em práticas como intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas, além da obtenção indevida de informações sigilosas.

De acordo com os investigadores, a possível organização criminosa teria atuado para influenciar o ambiente institucional e, em alguns casos, interferir diretamente em investigações em andamento. Entre as suspeitas estão crimes contra o sistema financeiro nacional, além de embaraço à investigação de organização criminosa.

A PF também apura possíveis violações de dados e acessos indevidos a dispositivos informáticos, o que pode ampliar o escopo das investigações para crimes cibernéticos.

Nesta fase, os agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na capital federal. O material coletado deve ser analisado para aprofundar a apuração sobre a estrutura, financiamento e alcance das ações do grupo investigado.

Histórico da operação

A Operação Compliance Zero já havia sido deflagrada em outras fases com foco na investigação de irregularidades relacionadas ao sistema financeiro e à atuação de agentes que poderiam estar manipulando informações ou interferindo em instituições públicas.

Ao longo das etapas anteriores, a PF ampliou o escopo das apurações, passando a incluir crimes digitais, disseminação de desinformação e possíveis tentativas de pressão sobre órgãos de controle.

Na 1ª fase, o foco estava em movimentações suspeitas ligadas ao sistema financeiro. Já na 2ª e 3ª fases, surgiram indícios de uso de plataformas digitais para disseminação de informações potencialmente manipuladas.

A partir da 4ª fase, as investigações passaram a incluir acessos indevidos a dados sensíveis, enquanto as fases seguintes avançaram sobre o financiamento do grupo e sua estrutura de atuação.

Desde 18 de novembro de 2025, a investigação já mirou inúmeros membros do Congresso Nacional. O mais recente foi o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

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PF cumpre 18 mandados em nova fase da Operação Compliance Zero

Processo: PET 16.346

Leia a íntegra da decisão.

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Banco Central Polícia Federal Banco Master

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