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Congresso em Foco
13/7/2026 | Atualizado às 17:44
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (13), gerou reações imediatas entre parlamentares de diferentes espectros políticos.
Parlamentares ligados à oposição classificaram a decisão como excessiva e apontaram possível interferência no campo político.
Um dos deputados a repudiar a decisão foi Cabo Gilberto Silva (PL-PB), atual líder da oposição na Câmara. Em uma série de publicações, ele criticou a "frieza humana" de Moraes por proibir um "homem idoso de receber a visita do filho".
"Qualquer pessoa de bem sente o peso disso. Isso não é decisão técnica. É crueldade com nome de despacho."
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também criticou a decisão. Ela ironizou a proibição ao tratá-la como "coincidência" e questionou a legalidade da medida ao afirmar que Flávio figura como advogado de Bolsonaro, o que impediria a suspensão do contato.
A decisão também foi comentada por outros parlamentares, como Caroline de Toni (PL-SC), Mario Frias (PL-SP) e pelo senador Jorge Seif (PL), que está licenciado. Alguns criticaram o que consideram uma ampliação indevida das restrições, enquanto outros cobraram mais equilíbrio nas decisões do Judiciário.
Já aliados do governo e da base mais crítica ao bolsonarismo defenderam a medida, ao argumentar que ela reforça o cumprimento das decisões judiciais e evita possíveis tentativas de burlar restrições impostas ao ex-presidente.
Para o grupo, a determinação de Moraes está alinhada com a necessidade de garantir a efetividade das medidas cautelares. Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Carlos Zaratinni (PT-SP) estão entre os parlamentares de esquerda que comentaram a decisão.
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