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Congresso em Foco
14/7/2026 | Atualizado às 18:30
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (14) a MP do Frete, que amplia os poderes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para fiscalizar e punir o descumprimento da tabela de frete mínimo. A proposta, considerada estratégica para o setor, foi votada às vésperas do prazo final de validade, que se encerraria nesta quinta-feira (16).
A aprovação ocorreu após um acordo entre governo, parlamentares da oposição e representantes dos caminhoneiros, que temiam a perda da medida provisória e pressionavam pela votação.
Com a nova regra, a ANTT passa a ter instrumentos mais amplos para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. O texto prevê sanções para empresas que contratarem transporte abaixo dos valores estabelecidos, incluindo multas e outras penalidades administrativas.
De acordo com o documento aprovado, o piso do frete terá caráter vinculante, e o descumprimento poderá gerar indenizações ao transportador e punições ao contratante. Além disso, a agência poderá estabelecer pisos diferenciados conforme as características da operação, como tipo de carga, distância e custos envolvidos.
Piso salarial
Um dos principais pontos de divergência durante a tramitação foi a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros. A proposta, incluída inicialmente pela Câmara, foi retirada após acordo entre parlamentares.
O entendimento foi de que a definição de valores salariais não deveria constar da medida provisória, o que mantém apenas a possibilidade de negociação coletiva.
Durante as negociações, o governo também sinalizou que alguns trechos poderão ser vetados posteriormente, incluindo dispositivos considerados controversos, como o perdão de multas aplicadas a caminhoneiros por participação em bloqueios de rodovias em 2022.
Segundo articuladores políticos, ajustes técnicos foram feitos por meio de emendas de redação para evitar que a proposta precisasse retornar à Câmara, o que poderia inviabilizar sua aprovação dentro do prazo.
Antes da votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou que havia pressão interna para que a medida não fosse apreciada. Ainda assim, um acordo foi construído nos bastidores para garantir sua aprovação.
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