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Ex-deputado

PF pede demissão de Eduardo Bolsonaro ao MJ por abandono do cargo

Medida ainda depende da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para ser oficializada.

Congresso em Foco

22/7/2026 11:45

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A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e decidiu pela sua demissão do cargo de escrivão por abandono de função. A medida ainda depende da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para ser oficializada.

Eduardo Bolsonaro é servidor da corporação desde 2010, mas está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e não retornou ao trabalho após perder o mandato parlamentar, em novembro do ano passado.

O entendimento da PF é de que, sem o mandato de deputado, Eduardo deveria ter reassumido suas funções na instituição, o que não ocorreu. Diante da ausência prolongada, foi instaurado um processo disciplinar no início de 2026.

Eduardo pode ser demitido por abandono de cargo da PF.

Eduardo pode ser demitido por abandono de cargo da PF.Mário Agra/Câmara dos Deputados

Ao final da apuração, a corporação concluiu pelo abandono de cargo, o que resultou na decisão de expulsão. Agora, o relatório foi encaminhado ao Ministério da Justiça, responsável por formalizar a demissão. A análise da pasta se limita a aspectos formais, sem reavaliar o mérito da decisão.

Desde fevereiro deste ano, Eduardo já estava afastado preventivamente do cargo por determinação da Corregedoria Regional da PF no Rio de Janeiro. Na ocasião, também foi determinada a entrega da carteira funcional e da arma de fogo.

O afastamento ocorreu poucos meses após a cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados, motivada por acúmulo de faltas.

Permanência nos EUA

Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos desde o início de 2025. Ele afirma que não retornará ao Brasil por considerar que é alvo de perseguição por parte do Judiciário.

Além do processo administrativo, Eduardo Bolsonaro foi condenado recentemente pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.

A situação jurídica e a permanência no exterior também influenciam o cenário político do ex-parlamentar, que segue ligado ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O green card, concedido pelo governo dos Estados Unidos neste mês, garante residência permanente em território americano e permite que o beneficiário viva e trabalhe legalmente por tempo indeterminado.

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