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Política
Congresso em Foco
23/7/2026 | Atualizado às 19:22
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que aceita o pedido de desculpas feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sinaliza uma reaproximação após semanas de tensão pública no grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na gravação, Michelle afirmou que recebeu as palavras do enteado "com muita paz" e declara: "Eu te desculpo". O pronunciamento ocorre após Flávio, pré-candidato à Presidência, ter feito um apelo público com um pedido de desculpas e uma fala sobre a união do campo conservador.
Em resposta, Michelle indicou disposição para retomar o diálogo e reconstruir a relação política e familiar. "Todos nós cometemos erros, isso é humano, e o seu gesto de vir ao público para pedir desculpas tem muito valor, e poucos homens teriam coragem de fazer isso", afirmou.
A ex-primeira-dama também ressaltou a necessidade de superar divergências e focar em objetivos comuns. Michelle destacou a importância da união por Jair Bolsonaro e pelas famílias brasileiras.
"O nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior do que desentendimentos. Por isso, aceito o seu pedido. Eu te desculpo. Vamos sentar, vamos conversar, ajustar os detalhes e, juntos, vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil."
Pedido de desculpas
No vídeo, divulgado nesta quinta-feira (23), o pré-candidato à Presidência da República, reconhece a importância de Michelle no grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e tenta reconstruir pontes.
"Quero mais uma vez me dirigir à Michelle. Todos nós reconhecemos o grande trabalho que ela fez", afirmou. "Ela precisa ser reconhecida e respeitada também por isso", acrescentou.
Acusação
Em junho, a ex-primeira-dama acusou o senador, seu enteado, de tê-la humilhado e desrespeitado durante um telefonema. Em vídeo de cerca de 27 minutos publicado nas redes sociais, Michelle também afirmou que Flávio traiu aliados de Bolsonaro.
Ao longo dos últimos anos, Michelle consolidou sua imagem como uma das principais lideranças do bolsonarismo entre mulheres e evangélicos. Ela presidia o PL Mulher, mas deixou o cargo seis dias após divulgação do vídeo sobre o enteado.
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