Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Estados Unidos impõem nova tarifa de importação sobre o Brasil

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

ECONOMIA

Estados Unidos impõem nova tarifa de importação sobre o Brasil

Lista de países sancionados inclui parceiros históricos dos EUA, como Brasil, Canadá, Reino Unido e Israel.

Congresso em Foco

23/7/2026 | Atualizado às 19:19

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (23) a imposição de uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, desta vez com base em uma investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial americana sobre a proibição de importações relacionadas ao trabalho forçado.

A cobrança se soma às restrições comerciais já aplicadas ao Brasil e deverá entrar em vigor a partir de sexta-feira (24), com exceções previstas para mercadorias já em trânsito.

A nova sanção foi anunciada um dia após a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelo governo de Donald Trump sobre milhares de produtos brasileiros. A medida anterior passou a valer na quarta-feira (22), atingindo principalmente bens manufaturados, embora diversos itens relevantes da pauta exportadora, como café, carne bovina, suco de laranja e petróleo, tenham ficado de fora da cobrança.

Washington acusa o Brasil e outros 59 países de não adotarem políticas eficazes de enfrentamento ao trabalho forçado.

Washington acusa o Brasil e outros 59 países de não adotarem políticas eficazes de enfrentamento ao trabalho forçado. Magnific | Arte Congresso em Foco

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a decisão decorre da conclusão de uma investigação envolvendo 60 economias. O órgão sustenta que o Brasil falhou em adotar e aplicar de forma efetiva mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

O documento informa que países considerados em situação semelhante receberam tarifas de 12,5%, enquanto economias que já adotaram ou assumiram compromissos formais para proibir esse tipo de importação ficaram sujeitas à alíquota de 10%.

Entre os alvos das sanções, estão antigos parceiros comerciais americanos, como Reino Unido, Israel, Arábia Saudita, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, União Europeia, Chile e Argentina. O USTR afirma ainda que a medida busca incentivar os países investigados a implementar e fiscalizar proibições contra mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Veja a íntegra do comunicado do USTR.

Leia Mais

Tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos passa a valer nesta quarta

Governo rebate

Em nota, o governo brasileiro classificou a justificativa adotada pelos Estados Unidos como incompatível com a atuação do país no combate ao trabalho forçado. O Executivo sustenta que o Brasil possui legislação específica, fiscalização aduaneira e políticas públicas voltadas à prevenção e repressão desse tipo de prática.

Segundo o comunicado, "na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais."

A nota também destaca que o Brasil é reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) por seus compromissos no enfrentamento ao trabalho forçado, afirma que o país ratificou os quatro principais instrumentos internacionais sobre o tema e ressalta a existência de mecanismos como a responsabilização de empresas e a "Lista Suja" de empregadores.

Por fim, o governo informou que pretende recorrer às instâncias previstas na legislação brasileira e no sistema multilateral de comércio.

"Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC", antecipou.

Veja a íntegra da nota do governo.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Tarifas comerciais USTR Donald Trump estados unidos

Temas

Relações Exteriores Economia

LEIA MAIS

Política externa

Governo diz receber "com preocupação" fim das eleições na Nicarágua

ECONOMIA

PEC da autonomia do BC muda regras para reservas internacionais

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES