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ESPORTE
Congresso em Foco
27/7/2026 | Atualizado às 17:58
O deputado americano Jamie Raskin, do Partido Democrata, enviou uma carta oficial ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando que apresente documentos e esclarecimentos ao Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes sobre a relação da entidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O parlamentar também pede informações sobre contatos entre funcionários da Fifa, membros do governo americano e a representantes da The Trump Organization, conglomerado empresarial da família do presidente.
A informação foi publicada pelo The Athletic, veículo esportivo vinculado ao New York Times. A iniciativa ocorre após uma série de aproximações entre Infantino e Trump durante os preparativos e a realização da Copa do Mundo deste ano, levantando suspeitas de beneficiamento político irregular.
Controvérsias da Copa
Os pedidos de esclarecimento de Raskin tratam de episódios de interação suspeita entre Infantino e Trump, com homenagens que, ao seu ver, extrapolam a mera aproximação institucional. Entre eles, está a entrega do chamado Prêmio da Paz da Fifa a Trump e a instalação de um escritório da entidade na Trump Tower.
Outra controvérsia foi a mudança do local de sorteio da Copa do Mundo: a cerimônia estava originalmente prevista para ocorrer em Las Vegas, mas foi transferida para Washington D.C. após o início da gestão de Donald Trump.
O parlamentar também cita o telefonema em que o presidente americano pediu a revisão do cartão vermelho atacante americano Folarin Balogun, suspenso do mundial no dia 1º de julho, ao ferir um jogador da Bósnia e Herzegovina. A Fifa acatou o pedido, e o Balogun retornou a tempo do jogo Bélgica x Estados Unidos.
Demandas da carta
No documento, Raskin solicita que a Fifa encaminhe, até o dia 9, uma lista citando os bens, recursos financeiros, presentes, prêmios, homenagens, aparições públicas e outros benefícios concedidos a Trump, integrantes de sua administração, familiares ou entidades ligadas ao presidente.
O congressista pede ainda os registros de visitantes dos escritórios da Fifa em Miami e Nova York; e determina a preservação de mensagens e demais comunicações entre representantes da entidade e integrantes do governo americano.
A carta solicita que Infantino participe de uma entrevista perante o Comitê Judiciário. O deputado afirma buscar informações para avaliar se a relação entre a Fifa e o governo dos Estados Unidos, necessária para a organização da Copa do Mundo, ultrapassou os limites da cooperação institucional.
Infantino, porém, não é legalmente obrigado a responder ao deputado e nem a comparecer ao Comitê Judiciário. Para que a convocação tivesse efeito, seria necessária a aprovação da maioria dos integrantes do colegiado ou uma iniciativa de seu presidente, o deputado Jim Jordan, republicano do Estado de Ohio e aliado de Trump.
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