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Congresso em Foco
28/7/2026 16:32
A pastora Renata Vieira, que ganhou repercussão após agredir um entregador em Contagem (MG), anunciou a desistência da carreira política. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (28), ela afirmou que tomou a decisão após refletir sobre o ambiente político, que classificou como "sujo", "maligno" e imerso em "podridão".
A declaração ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) negou um pedido para obrigar o PL a incluí-la na chapa de candidatos a deputada estadual. Mesmo com a possibilidade de seguir na disputa por outros meios, Renata optou por encerrar sua participação no processo eleitoral.
No vídeo, a pastora fez duras críticas ao cenário político e afirmou que o ambiente é marcado por interesses e distorções da verdade.
"A política é um dos ambientes mais pesados que existem. Você pode acertar cem vezes, dedicar anos servindo pessoas e fazer o bem, mas basta um único erro para muitos apagarem toda a sua história."
Ela também afirmou que decidiu priorizar a família em detrimento da vida pública. Segundo o relato, o desgaste pessoal e a exposição pesaram na escolha de abandonar a candidatura.
"Um ciclo chegou ao fim. Às vezes não é a falta de vontade de servir que faz alguém desistir da política, mas o peso de um ambiente que valoriza mais a sua queda do que toda a sua trajetória", disse.
Durante o pronunciamento, Renata também fez críticas à esquerda e exemplificou a "podridão" com cenas da facada de Jair Bolsonaro e do assassinato de Marielle Franco. Na legenda do vídeo, ela diz não querer ser "mais uma Marielle", vereadora morta a tiros.
Agressão
A exclusão da pastora da chapa ocorreu após a repercussão de um vídeo em que ela aparece dando tapas em um entregador, arremessando uma pedra e entrando em luta corporal durante a entrega de um sofá.
Renata afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu. Ela também diz ter sido vítima de violência política. Já pessoas ligadas ao entregador sustentam que a discussão começou após o trabalhador informar que retornaria ao local com ajuda para concluir a entrega.
Leia a íntegra da declaração na legenda:
"Hoje encerro um capítulo da minha vida.
Depois de muita reflexão, escolhi não permanecer na política, ainda que tenha conquistado o direito de estar nela. Descobri, na prática, que a política brasileira, muitas vezes, condena primeiro e investiga depois. A manchete da acusação ocupa a primeira página; quando a verdade aparece, o pedido de desculpas, quando existe, vem escondido em uma pequena nota de rodapé.
Não guardo mágoas, mas também não posso ignorar aquilo que vivi. Continuarei defendendo os mesmos princípios que sempre nortearam minha vida: Deus, a família, a liberdade, a proteção das mulheres, das crianças e dos mais vulneráveis. Apenas escolho fazer isso fora da política.
Acredito que a política deveria ser um lugar para servir, mas infelizmente percebi que, muitas vezes, ela não foi feita para pessoas que se recusam a negociar a verdade.
Sou profundamente grata ao PL e a todas as pessoas que me acolheram, confiaram em mim e caminharam ao meu lado. Hoje certamente entendo melhor o que é a política. Aos meus amigos e seguidores fiéis (principalmente aos que nunca me cobraram explicações, creia eles existem!) todo meu amor e lealdade.
Levo comigo o carinho, o aprendizado e a gratidão por tudo o que vivi. Peço que compreendam, não fiquem tristes comigo porque a minha desistência depois de conquistar esse direito vem principalmente veio de uma profunda consciência de precisar escolher a minha família, meu dia vocês compreenderam isso. Desejo a cada um o maior sucesso em sua missão e oro para que Deus conduza seus passos.
Eu me despeço da política, mas jamais da missão que Deus colocou em meu coração. Eu não quero ser mais uma Marielle. Porém minha voz continuará firme, agora com ainda mais liberdade, porque a verdade não depende de um cargo para existir."
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