Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Câmara dos Deputados
Congresso em Foco
30/7/2026 | Atualizado às 11:27
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), líder da Minoria na Câmara, apresentou o requerimento 3.965/2026, de moção de repúdio contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, depois de o integrante do governo brasileiro chamar o presidente da Argentina, Javier Milei, de "palhaço".
Conforme o requerimento, a declaração foi incompatível com a responsabilidade institucional de um ministro de Estado e pode agravar a tensão diplomática entre os dois principais países do Mercosul.
A manifestação de Durigan ocorreu em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, na segunda-feira (27) dois dias depois de Milei participar da convenção nacional do PL em São Paulo.
O presidente argentino se referiu a Lula como "presidiário" e "lixo socialista". Também chamou o ministro Alexandre de Moraes de "lixo careca" ao criticar a decisão que impediu uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Ao rebater as críticas, Durigan comparou indicadores econômicos dos dois países e declarou: "O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou do Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto". A fala está reproduzida no requerimento apresentado por Gayer.
No documento, Gayer sustenta que divergências políticas, econômicas ou ideológicas não autorizam integrantes do primeiro escalão do governo a recorrer a ofensas pessoais contra chefes de Estado estrangeiros.
O deputado reconhece a existência de diferenças profundas entre os governos brasileiro e argentino, mas argumenta que Durigan deveria ter respondido com dados e argumentos técnicos, sem utilizar linguagem depreciativa.
"Divergências entre governos devem ser enfrentadas por meio dos canais institucionais próprios, com argumentos técnicos e políticos, jamais mediante ofensas pessoais que possam comprometer o ambiente de cooperação entre Estados soberanos."
Na Câmara, a moção de repúdio ainda precisa ser analisada para se tornar oficial. Apesar do caráter político, o requerimento não aplica punição e não obriga a autoridade criticada a se retratar.
Leia a íntegra.
Temas
LEIA MAIS