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NOVA PESQUISA

BTG/Nexus: Lula e Flávio empatam no limite da margem no 1º turno

Candidato do PL sobe quatro pontos, reduz vantagem do presidente e consolida a polarização. Melhora na percepção econômica ainda não se converte em ganho eleitoral para Lula.

Congresso em Foco

3/8/2026 | Atualizado às 8:44

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) avançou quatro pontos, chegou a 37% das intenções de voto e reduziu de nove para quatro pontos a vantagem de Lula (PT) no primeiro turno, de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3). O presidente oscilou de 42% para 41% em relação ao levantamento anterior, divulgado em 27 de julho.

Em uma eventual decisão entre os dois, o cenário é de empate técnico: Lula tem 46%, e Flávio, 45%. Na rodada anterior, o placar era de 47% a 43%, o que significa que a vantagem do presidente caiu de quatro para apenas um ponto. Os números indicam empate técnico no segundo turno, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os dois também aparecem no limite da margem de erro no primeiro turno.

Veja os dados da pesquisa.

Pesquisa mostra disputa acirrada também no primeiro turno.

Pesquisa mostra disputa acirrada também no primeiro turno.Pedro Ladeira/Folhapress | Allan Calisto /Fotoarena/Folhapress

A aproximação ocorre em um ambiente de crescente cristalização do eleitorado. Três em cada quatro entrevistados que escolheram algum candidato afirmam que não pretendem mudar de voto até outubro. Lula e Flávio têm bases praticamente igualmente consolidadas, enquanto os demais concorrentes continuam distantes.

Pesquisa em números

Primeiro turno: Lula, 41%; Flávio Bolsonaro, 37%; Ronaldo Caiado (PSD), 5%; Renan Santos (Missão), 4%; Romeu Zema (Novo), 3%.

Segundo turno: Lula, 46%; Flávio, 45%.

Voto definitivo: 75% dizem que não mudarão de candidato.

Bases consolidadas: 81% dos eleitores de Lula e 80% dos de Flávio consideram a decisão tomada.

Rejeição: Lula e Flávio são rejeitados por 49%.

Governo: 47% aprovam Lula, e 48% desaprovam.

Economia: avaliação positiva do país sobe de 18% para 21%; a das finanças pessoais passa de 31% para 37%.

Flávio recupera terreno

O avanço de Flávio é o principal movimento da rodada. Lula permaneceu dentro da faixa em que oscila desde o fim de abril, entre 40% e 42%, enquanto o candidato do PL voltou ao patamar de 37% e registrou sua menor distância em relação ao presidente desde o início da série.

Caiado aparece em terceiro lugar, com 5%, seguido por Renan Santos, com 4%, e Zema, com 3%. Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais não pontuaram.

A lista do primeiro turno ganhou cinco candidatos nesta rodada. Apenas Samara Martins marcou 1%, o que indica impacto numérico limitado da mudança, embora a comparação com a pesquisa anterior deva ser feita com cautela.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem. O presidente vence Caiado por 46% a 42%, Zema por 46% a 40% e Renan Santos por 47% a 37%. Flávio é o único adversário numericamente colado ao petista.

Voto mais cristalizado

Entre os eleitores que já escolheram um candidato, 75% dizem que a decisão não mudará até a eleição, o maior índice da série. Outros 23% admitem trocar de nome.

A consolidação é semelhante nos dois polos: 81% dos eleitores de Lula e 80% dos de Flávio consideram o voto definitivo. O índice cai para 57% entre os apoiadores de Zema, 55% entre os de Renan Santos e 49% entre os de Caiado.

A pesquisa também mostra que 22% prefeririam um presidente não apoiado por Lula nem por Jair Bolsonaro. Essa demanda, porém, continua fragmentada: nenhum candidato fora dos dois polos supera 5%.

Economia melhora, mas Lula não avança

A percepção econômica apresentou melhora na rodada. A parcela que avalia a economia como ótima ou boa subiu de 18% para 21%, enquanto a avaliação ruim ou péssima caiu de 49% para 47%.

O avanço foi mais expressivo nas finanças pessoais. A avaliação positiva passou de 31% para 37%, maior percentual da série, enquanto a negativa recuou de 20% para 18%.

O movimento, no entanto, ainda não se converteu em ganho eleitoral para Lula. No mesmo levantamento em que a percepção econômica melhorou, o presidente oscilou um ponto para baixo, e Flávio avançou quatro.

A aprovação do governo permanece dividida: 47% aprovam o trabalho de Lula, e 48% desaprovam. Segurança pública, violência e criminalidade continuam como a principal preocupação nacional, citadas por 30% dos entrevistados.

A Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02874/2026.

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