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OPERAÇÃO SEM DESCONTO
Congresso em Foco
4/8/2026 | Atualizado às 8:33
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os alvos estão a esposa e duas irmãos do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz.
Aliado do governo Lula, Weverton é líder do PDT no Senado e candidato à reeleição. Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações sobre as fraudes no INSS são relatadas pelo ministro André Mendonça no STF.
Nesta etapa, a PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, há indícios de movimentações financeiras e patrimoniais feitas por meio de empresas, contas de terceiros e operações em espécie para ocultar a origem e a destinação dos recursos.
As buscas procuram documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que permitam identificar a finalidade dos repasses e a atuação de cada investigado.
Weverton já havia sido alvo
Weverton já havia sido alvo de busca e apreensão em dezembro de 2025, em outra fase da Sem Desconto. Na ocasião, a PF apontou uma possível ligação política e empresarial do senador com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", um dos principais investigados no esquema.
O parlamentar negou participação nas fraudes. Reconheceu ter se reunido com o empresário, mas afirmou que o encontro tratou de assuntos legislativos.
Relações de Willer Tomaz
Willer mantém relação próxima com Weverton. Em setembro de 2025, os dois viajaram com familiares para os Estados Unidos em um jatinho particular. O advogado declarou ser um dos proprietários da aeronave e ter custeado a viagem, classificada por ambos como particular.
Tomaz também é amigo de longa data de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante a CPI da Covid, em 2021, o senador se referiu publicamente a ele como amigo.
A proximidade voltou a aparecer em uma disputa judicial por uma mansão avaliada em R$ 10 milhões em Angra dos Reis. Flávio visitou o imóvel acompanhado de Willer e acabou indicado como testemunha em uma das ações. O senador não foi parte no processo e disse não ter participado do conflito.
O cumprimento de mandados de busca não representa condenação. A eventual responsabilidade dos investigados dependerá da análise do material apreendido e do avanço das apurações.
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