Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Governo não relativiza crime organizado, diz Celso Amorim em audiência

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Crime organizado

Governo não relativiza crime organizado, diz Celso Amorim em audiência

Representante do governo afirma que combate às facções deve ser implacável, mas sem abrir margem para violações à soberania brasileira.

Congresso em Foco

12/8/2026 11:33

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (12) que o governo federal não tem "qualquer complacência, tolerância ou relativação" em relação às facções criminosas.

Em audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, ele defendeu um combate "firme e implacável" ao crime organizado, mas criticou a equiparação desses grupos a organizações terroristas.

A audiência, que segue em andamento na Câmara, discute a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos e a posição adotada pelo governo brasileiro diante da medida.

"É preciso deixar claro, de início, que não há qualquer complacência, tolerância ou relativação por parte do governo brasileiro em relação a essas facções e os atos por elas praticados."

O assessor também recorreu ao próprio requerimento que motivou sua participação na comissão para afirmar que a defesa da soberania brasileira não pode servir de justificativa para minimizar a atuação das organizações criminosas.

"A defesa da soberania nacional não pode funcionar como escudo para minimizar a gravidade da expressão dessas organizações criminosas", citou.

Combate firme e implacável

Amorim afirmou que a posição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de enfrentamento rigoroso às facções e classificou a segurança pública como uma prioridade nacional.

Segundo o assessor, o Executivo reconhece a gravidade da atuação das organizações criminosas e a reação provocada pela violência na sociedade.

"A segurança pública é uma prioridade nacional. O governo do presidente Lula tem enorme compromisso com o combate ao crime organizado, que gera justificada indignação em nossa população."

Apesar de defender medidas firmes, Amorim argumentou que o enfrentamento deve ocorrer dentro das regras previstas no ordenamento jurídico brasileiro.

Divergência sobre classificação

O principal ponto de divergência entre o governo brasileiro e os Estados Unidos está na classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

Os Estados Unidos anunciou em maio a inclusão das duas facções entre organizações terroristas, medida que passou a vigorar em junho. A decisão ampliou o alcance das sanções norte-americanas contra integrantes, financiadores e pessoas ou instituições que forneçam apoio material aos grupos.

Amorim sustentou que a oposição do governo brasileiro à equiparação não significa tolerância com os crimes praticados pelas facções. Segundo ele, a classificação pode produzir consequências econômicas e atingir a soberania brasileira.

A preocupação do governo é que o enquadramento adotado por Washington amplie a aplicação extraterritorial da legislação norte-americana e exponha empresas e instituições financeiras brasileiras a sanções.

Relação com os Estados Unidos

Durante sua manifestação, Amorim também vinculou a decisão ao cenário diplomático entre Brasília e Washington.

"A designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas globais não pode ser analisada de forma dissociada do contexto mais amplo das relações entre Brasil e Estados Unidos."

O assessor já havia defendido publicamente a cooperação internacional contra crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de armas, mas rejeitado a possibilidade de que o combate às facções pudesse servir de justificativa para ações estrangeiras no território brasileiro.

A audiência foi requerida pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) e subscrita pelo deputado General Pazuello (PL-RJ). O colegiado convocou o debate para discutir as facções criminosas brasileiras, organizações terroristas e outros temas da área internacional.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Comando Vermelho Celso Amorim PCC estados unidos câmara dos deputados

Temas

Câmara

LEIA MAIS

Câmara dos Deputados

Hugo Motta diz que PL da Misoginia é "urgente para o Brasil"

Câmara dos Deputados

Conselho de Ética aprova processo contra Erika por expressão "imbeCIS"

Economia

Goetten diz que reajustar só o MEI pode desestimular empreendedores

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES