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SUCESSÃO NO SENADO
Congresso em Foco
12/8/2026 | Atualizado às 14:23
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) admitiu nesta quarta-feira (12) a possibilidade de disputar a presidência do Senado em 2027 e defendeu que a direita evite dividir forças na eleição para o comando da Casa. Durante almoço na Casa Parlamento, espaço de debates da Esfera Brasil em Brasília, Tereza afirmou que ela e o senador Rogério Marinho (PL-RN), também cotado para a disputa, devem avaliar quem reúne melhores condições de vencer.
"A direita tem que fazer o que não está fazendo agora. Ela tem que sentar e ver quem tem mais chances, quem tem mais votos. Então, se vai ser esse o quadro, eu acho que nós temos que ter juízo, eu e ele", afirmou.
Tereza não confirmou que será candidata e disse que a decisão dependerá da composição do Senado após as eleições. "Eu não sou mais menina, né? Eu tenho obrigação de fazer a leitura do que vem e ver o que é melhor", disse. A senadora afirmou ainda ter "ousadia" para tentar se tornar a primeira mulher a presidir a Casa.
Senado mais à direita
A senadora prevê que as eleições deste ano aumentarão o peso da direita na Casa. "Tudo indica que o Senado irá mais à direita", afirmou. Ela ponderou, porém, que ainda é difícil estimar o tamanho dessa mudança, especialmente porque cada estado escolherá dois senadores.
"Sempre o Senado é o último voto do eleitor, é a última escolha que ele faz. Numa eleição de dois senadores, ela é mais complicada ainda, porque você nunca sabe quem será o segundo voto do eleitor", disse.
Ao falar da sucessão na presidência da Casa, Tereza também mencionou o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP). "O Davi é um dos que eu gosto muito, tenho muito respeito, tenho uma relação ótima com ele", afirmou. O senador deve concorrer a um novo mandato de presidente da Casa.
Convite para vice de Flávio
Tereza também confirmou ter conversado com Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de integrar como vice a chapa presidencial do senador. Segundo ela, embora a vice-presidência não fizesse parte inicialmente de seus planos, a hipótese chegou a ser considerada, mas dependia de aval partidário.
A composição não avançou após a definição partidária sobre a eleição presidencial. "Meu partido declarou a neutralidade e a federação acompanhou", disse. O PP, de Tereza Cristina, integra a federação União Progressista, que inclui o União Brasil.
Na disputa pelo Senado, Tereza afirmou acreditar que haverá entendimento com Rogério Marinho caso os dois considerem concorrer. "Eu acho que a gente vai fazer isso", afirmou. Marinho é o atual líder da oposição e concorreu à presidência do Senado em 2023. Na ocasião, recebeu 32 votos e foi superado pelo mineiro Rodrigo Pacheco, reeleito com o apoio de 49 senadores.
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