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São Paulo
Congresso em Foco
12/8/2026 16:07
O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) relatou nesta quarta-feira (12) um episódio envolvendo uma viatura da Polícia Militar na noite anterior, quando retornava para casa, na capital paulista. Segundo Haddad, o carro em que estava foi abordado de maneira que classificou como "um pouco ostensiva" ao chegar à residência.
Depois que ele desembarcou, segundo relatou a jornalistas, a mesma viatura teria seguido seu motorista durante um longo período, emparelhando com o veículo, aproximando-se do para-choque traseiro e acompanhando as paradas realizadas pelo condutor.
Haddad disse esperar que tudo tenha sido resultado de uma confusão, mas informou que encaminhará o relato às autoridades estaduais para que o caso seja esclarecido.
Segundo o relato, o primeiro contato ocorreu por volta das 22h30, quando Haddad retornava de um compromisso e chegava à rua onde mora. Ele contou que uma viatura utilizou uma luz para iluminar o interior do automóvel e observar quem estava dentro.
"Eu entrei em casa e achei o episódio relativamente normal. Acontece, você está fazendo uma ronda. O meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo. De uma forma um pouco ostensiva e intimidadora."
O acompanhamento teria durado cerca de 40 minutos. O motorista relatou que a viatura permaneceu próxima ao veículo sem realizar uma abordagem formal ou solicitar documentos.
Ao ser questionado sobre o que considerava uma atuação "ostensiva", Haddad detalhou a movimentação que, segundo ele, foi relatada pelo motorista.
"Quando você emparelha o carro, quando você chega muito perto. Você está com o carro, você chega muito perto atrás. Quando você estaciona, a pessoa estaciona também", explicou.
Haddad afirmou que o motorista ficou "muito assustado" e ainda estava emocionalmente abalado na manhã desta quarta-feira. De acordo com o relato apresentado pelo candidato, havia policiais armados com fuzis dentro da viatura.
"Ele estava abalado até agora, porque tinham três fuzis dentro da viatura, as pessoas olhando para ele. Ele é um trabalhador", relatou Haddad.
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