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Apuração
Congresso em Foco
14/8/2026 17:43
O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, abriu nesta sexta-feira (14) uma apuração para esclarecer a suposta perseguição e intimidação policial relatada pelo candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e por seu motorista.
O caso envolve a atuação de uma viatura da Polícia Militar na noite de 11 de agosto, na capital, e levou o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt a requisitar informações à Secretaria da Segurança Pública (SSP) e à PM.
A investigação preliminar foi aberta a partir de uma notícia de fato apresentada pela coligação "Desperta São Paulo", que pediu a instauração de um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE).
Segundo o documento, os fatos narrados podem, em tese, envolver "possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade", caso seja comprovada a utilização da máquina pública ou do aparato policial para constranger ou intimidar Haddad.
Taubemblatt solicitou informações ao secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves. A SSP deverá informar se houve ordem, autorização ou anuência para a realização de patrulhamento ostensivo no bairro Planalto Paulista, região onde fica a residência de Haddad.
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também foi acionada. O MPF quer obter informações detalhadas sobre o policiamento realizado naquela região no período em que ocorreu o episódio.
Entre os documentos solicitados estão o plano estratégico e operacional do batalhão responsável pela área, os setores de patrulhamento, os itinerários previstos para as equipes, os pontos de estacionamento previamente determinados e as ordens de serviço expedidas entre 1º e 11 de agosto.
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