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CORRIDA AO CONGRESSO
Congresso em Foco
18/8/2026 | Atualizado às 11:11
Um balanço das candidaturas registradas ao Senado em 2026 mostra uma disputa menos diversa do que a observada entre os concorrentes aos demais cargos. Entre os 314 candidatos às 54 vagas, 78% são homens, 60,8% se declaram brancos, 79% têm ensino superior completo e 65,3% têm pelo menos 50 anos.
O contraste aparece na comparação com o conjunto da eleição. As mulheres representam 34,8% das candidaturas a todos os cargos, mas apenas 22% entre os postulantes ao Senado. Já a proporção de candidatos com ensino superior completo sobe de 58,5% para 79%.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizados até a manhã desta terça-feira (18) indicam 245 homens e 69 mulheres concorrendo ao Senado. Para cada candidata, há aproximadamente 3,5 homens na disputa.
A sub-representação fica ainda mais evidente na comparação com o eleitorado. As mulheres representam 52,8% das pessoas aptas a votar, mas pouco mais de um quinto dos candidatos à Casa.
A participação feminina avançou em relação a 2018, quando era de 17,3%, mas permanece praticamente estável na comparação com 2022, quando ficou em torno de 22,5%. Atualmente, há 15 mulheres entre os 81 senadores em exercício.
Brancos são seis em cada dez
Dos 314 candidatos, 191 se declararam brancos, 89 pardos e 28 pretos. Há ainda quatro indígenas e dois amarelos. Pretos e pardos somam 37,3% das candidaturas ao Senado, abaixo da participação próxima de 50% registrada entre os candidatos a todos os cargos.
Na comparação com 2018, porém, houve aumento da presença de candidatos negros. Naquele ano, pretos e pardos eram 33,5% dos concorrentes, contra 37,3% agora. No mesmo período, a participação de brancos caiu de 65,6% para 60,8%.
Quase oito em cada dez têm ensino superior
Dos 314 concorrentes, 248 têm ensino superior completo, o equivalente a 79%. Entre todos os candidatos de 2026, essa proporção é de 58,5%.
A idade também diferencia os postulantes à Casa. 205 candidatos têm pelo menos 50 anos, ou 65,3% do total. A média é de 55,5 anos, seis anos acima dos 49,5 registrados entre os candidatos a todos os cargos.
Parte dessa diferença de idade pode ser explicada pelas regras eleitorais. A Constituição exige idade mínima de 35 anos para a posse como senador e presidente da República. Para governador e vice, são 30 anos; para deputados, 21.
Ex-senadores e ex-governadores
A disputa também reúne políticos com passagem por cargos de grande projeção. Vinte candidatos já governaram seus Estados e 15 já exerceram mandato no Senado.
Há sete nomes presentes nos dois grupos: Gladson Cameli, Jorge Viana, João Capiberibe, Renato Casagrande, Roseana Sarney, Pedro Taques e Benedita da Silva.
Descontada essa sobreposição, 28 dos 314 candidatos, ou 8,9%, já foram governadores ou senadores. Quase um em cada dez concorrentes, portanto, já comandou um Estado ou busca retornar à própria Casa.
Advogados lideram entre profissões
A ocupação mais declarada é advogado, com 36 candidatos. Em seguida aparecem 29 deputados, 27 empresários, 20 senadores, 16 médicos e 15 engenheiros.
O número dos que declaram "senador" como ocupação não corresponde ao total de parlamentares que tentam permanecer na Casa. Dos 32 candidatos à reeleição, apenas 20 fizeram esse registro; os demais informaram suas profissões de origem.
Menos candidaturas
O número de concorrentes caiu em relação à última eleição em que também estavam em disputa duas cadeiras por Estado. Em 2018, eram 352 candidatos. Agora, são 314, redução de 10,8%. A média passou de 6,5 para 5,8 candidatos por vaga.
O Piauí tem a maior concorrência, com 20 candidatos para duas cadeiras. Minas Gerais tem 17, Rio de Janeiro, 16, e São Paulo, 15. Alagoas registra o menor número, com sete. O PL lidera em quantidade de candidaturas, com 33 nomes. Em seguida aparecem UP, com 23, PSOL, com 21, e MDB e PT, com 19 cada.