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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
18/8/2026 19:38
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado tornou a elevar o tom nesta terça-feira (18) contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato à Presidência da República pelo PSD atribuiu a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 à influência exercida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus irmãos sobre o governo do pai.
"A verdade é uma só, se os filhos do Bolsonaro tivessem um pouquinho de juízo, o Lula não teria voltado e estaríamos livres do PT. (...) Eu fui governador enquanto o Jair foi presidente. Sou testemunha do quanto os filhos influenciavam a cabeça do pai, principalmente na pandemia", declarou em suas redes sociais.
O político goiano também se referiu aos irmãos Bolsonaro como "meninos da Barra da Tijuca", bairro nobre na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e alegou que eles atuam "com picuinha pra lacrar nas redes sociais".
Trocas de farpas
No início de sua pré-campanha pelo PSD, iniciada em abril, Caiado evitou provocar Jair Bolsonaro e seus familiares.
Apesar de atribuir o retorno do PT ao Planalto a erros cometidos pelo ex-presidente e de se apresentar como uma alternativa com mais experiência, o ex-governador tentou manter uma política de "boa vizinhança" com Flávio, preferindo direcionar as críticas ao governo Lula.
A situação mudou em maio, quando vazaram os primeiros áudios de Flávio solicitando dinheiro ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme sobre a vitória eleitoral do pai em 2018. Caiado inicialmente minimizou o episódio, mas elevou o tom contra o candidato do PL à medida que o escândalo aumentava a rejeição pública ao senador.
Na segunda quinzena de julho, a situação se intensificou, com Caiado trocando farpas diretamente com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, a quem chamou de "Pateta da política brasileira". O presidenciável também ironizou a reunião de Flávio Bolsonaro com embaixadores para tratar do sistema eleitoral, citando o episódio como uma oportunidade desperdiçada de promover o comércio nacional.
Na convenção nacional do PSD, no fim daquele mês, tornou a provocar o senador, afirmando que sua campanha era fruto de oportunismo. "Já teve oportunidade e nada construiu; e hoje está aí às voltas com tantas denúncias no dia a dia da sua curta trajetória política", disse.
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