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ECONOMIA
Congresso em Foco
24/8/2026 21:01
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (24) a nova estimativa para o salário mínimo, que deverá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027. O valor será incorporado ao projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo exercício, a ser apresentado ao Congresso Nacional até o dia 31 deste mês.
A alta prevista é de 7,4%. O percentual está pouco mais de dois pontos acima da projeção do mercado para a inflação ao fim de 2026, de 5,02%, conforme a última edição do Boletim Focus. A cifra também supera os R$ 1.717 previstos no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027.
O montante ainda é provisório. Em novembro, o IBGE divulgará o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do mínimo do ano seguinte. A política de valorização considera a inflação medida pelo indicador e o crescimento do PIB de dois anos antes, respeitado o limite de ganho real estabelecido pelo arcabouço fiscal.
Durigan destacou que a projeção segue a política de valorização do salário mínimo adotada desde o início do atual mandato do presidente Lula, operando "dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente".
O ministro acrescentou que a Fazenda projeta superávit fiscal em 2027. "As medidas todas que nós fomos adotando, elas têm esse condão de dar racionalidade, de modo que a regra com o ganho real do arcabouço fiscal já vai ter um crescimento maior do que as [despesas] obrigatórias amplamente consideradas", comentou.
O governo descartou a possibilidade de desindexação entre o salário mínimo e benefícios sociais. Com isso, o aumento deverá ser acompanhado nos valores pagos no Benefício de Prestação Continuada, Instituto Nacional do Seguro Social e seguro-desemprego, bem como na taxa de contribuição previdenciária para microempreendedores individuais.