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JUSTIÇA ELEITORAL

Nunes Marques mantém propaganda de Lula que liga Flávio ao caso Master

Ministro afirma que áudio com Vorcaro tem base factual, diz que críticas fazem parte do debate eleitoral e não vê falsidade manifesta que justifique tirar peça do ar.

Congresso em Foco

2/9/2026 | Atualizado às 9:37

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, rejeitou pedido de Flávio Bolsonaro (PL) para suspender uma propaganda da campanha do presidente Lula (PT) que associa o candidato ao Planalto ao caso Banco Master. A decisão é liminar, será submetida ao plenário da Corte e não encerra o pedido de direito de resposta.

Exibida em 29 de agosto, a peça usa trechos de uma entrevista de Flávio e de um áudio de uma conversa dele com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre as frases estão "Quem mentiu foi Flávio Bolsonaro, flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões" e "Flávio Bolsonaro, não dá para confiar. O pior dos Bolsonaros". Segundo a ação, foram 254 veiculações em 27 emissoras.

Veja a decisão de Nunes Marques.

Para Nunes Marques, não há falsidade evidente ou descontextualização grave que justifique retirar a propaganda do ar.

Para Nunes Marques, não há falsidade evidente ou descontextualização grave que justifique retirar a propaganda do ar.Luiz Roberto/TSE

Flávio alegou que a campanha descontextualizou o diálogo ao vinculá-lo às irregularidades investigadas no banco. Segundo sua defesa, a conversa tratava de um pedido de patrocínio para um filme sobre Jair Bolsonaro, e não das suspeitas envolvendo a instituição financeira.

Nunes Marques entendeu, porém, que não há, nesta fase, falsidade evidente ou descontextualização grave que justifique retirar a propaganda do ar. O ministro destacou que o próprio Flávio reconhece a autenticidade do áudio, a conversa com Vorcaro e o pedido de patrocínio. A defesa também informou que uma empresa ligada ao banqueiro estava entre as patrocinadoras do filme.

A decisão ressalva que o diálogo não estava diretamente relacionado às fraudes investigadas no Banco Master, mas afirma que isso, por si só, não torna falsa a crítica eleitoral.

"Flagrado pela Polícia Federal"

O ministro também rejeitou, por enquanto, o argumento contra a expressão "flagrado pela Polícia Federal". Segundo ele, a frase pode ser entendida como referência ao fato de o diálogo ter sido identificado durante a investigação, e não como afirmação de prisão em flagrante.

Sobre a menção aos R$ 134 milhões, Nunes Marques afirmou que ainda não há elementos suficientes para reconhecer falsidade manifesta. A campanha de Lula terá de demonstrar, na defesa, que verificou previamente as informações usadas na peça.

O magistrado considerou ainda que expressões como "quem mentiu foi Flávio Bolsonaro", "não dá para confiar" e "o pior dos Bolsonaros" são críticas políticas e juízos de valor. Ressaltou também que a propaganda não afirma que Flávio tenha participado das fraudes ou seja investigado pelos crimes atribuídos aos responsáveis pelo banco. Lula e a coligação Brasil Pronto pra Mais terão um dia para apresentar defesa. Depois, a Procuradoria-Geral Eleitoral terá o mesmo prazo para emitir parecer.

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Banco Master eleições 2026 justiça eleitoral propaganda eleitoral Lula flavio bolsonaro

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