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7 DE SETEMBRO
Congresso em Foco
6/9/2026 | Atualizado às 21:19
O presidente Lula defendeu a soberania nacional e afirmou que o Brasil "não será colônia de ninguém" em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (6), véspera do 7 de Setembro. Candidato à reeleição, o petista fez o discurso a um mês das eleições.
Sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula criticou pressões externas sobre as relações comerciais brasileiras. A declaração ocorre em meio às tarifas adicionais impostas pelo governo americano a produtos do Brasil.
"Defendemos o livre comércio. Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", declarou.
O presidente também afirmou que o país precisa preservar sua autonomia diante de interesses externos. "Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém", disse.
Discurso teve aval do TSE
Como Lula disputa a reeleição, o pronunciamento foi submetido previamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diante das restrições ao uso da máquina pública durante o período eleitoral. A transmissão em cadeia nacional recebeu autorização da Corte.
Lula relacionou soberania à capacidade de proteger o território, as fronteiras, o meio ambiente, as riquezas nacionais e a população. Também associou independência ao acesso a direitos e oportunidades, como saúde, educação e emprego, e ao combate à pobreza e à desigualdade.
Riquezas naturais e tarifas dos EUA
O presidente destacou as reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras e uma nova reserva de petróleo descoberta no último mês. Segundo Lula, esses recursos devem servir ao desenvolvimento tecnológico e à geração de empregos no Brasil.
"Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro", afirmou. Lula também citou a aprovação pelo Congresso do marco legal dos minerais críticos e das terras raras.
O discurso ocorre em meio à tensão comercial com os Estados Unidos. No fim de julho, o governo Trump impôs duas tarifas adicionais sobre exportações brasileiras: uma de 25%, sob a alegação de práticas comerciais desleais, e outra de 12,5%, justificada por supostas falhas no combate à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.
Independência e democracia
Na abertura da mensagem, Lula afirmou que a Independência brasileira vai além do grito de dom Pedro I às margens do Ipiranga. Citou Tiradentes, Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica ao lembrar as lutas pela emancipação e contra a escravidão.
"Defender a independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia", declarou.
Lula encerrou o pronunciamento destacando a Amazônia, a biodiversidade, a transição energética e o enfrentamento à emergência climática. Nesta segunda-feira (7), o presidente participa das comemorações oficiais da Independência na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
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