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Escala 6x1
Congresso em Foco
21/9/2026 9:54
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu a criação de uma modalidade de contratação alternativa à CLT e ironizou a proposta de redução da jornada semanal para 40 horas.
Em entrevista ao Jornal da Record, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que trabalhadores deveriam ter liberdade para definir a própria carga horária.
Segundo Zema, o novo modelo permitiria a contratação por hora e funcionaria paralelamente às regras atuais da CLT.
Ele citou como exemplo jovens interessados em trabalhar aos fins de semana, possibilidade que, na avaliação do candidato, seria limitada pela legislação vigente.
"Se ele é jovem, é novo, se ele não tem nada o que fazer, ele pode até falar que quer trabalhar mais do que 40 horas. O que eu quero aqui no Brasil é uma alternativa à CLT. Não tem como, pela CLT, falar: Eu quero trabalhar sábado, das 8h da manhã às 18h da tarde."
Crítica à redução da jornada
Ao comentar a discussão sobre a diminuição da carga semanal, o candidato questionou a relação entre menos horas de trabalho e crescimento econômico.
Em tom irônico, afirmou que, se a medida fosse suficiente para promover o desenvolvimento, o país poderia reduzir a jornada para dez horas.
"Se reduzir jornada de trabalho trouxesse desenvolvimento, vamos reduzir então para dez horas por semana. Aí está resolvido, aí nós vamos para o céu. Talvez 40 não seja adequado. Vamos passar a trabalhar, então, dez horas por semana."
Debate no Congresso
A redução da jornada está em discussão no Senado por meio de uma proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e diminui de 44 para 40 horas a carga máxima semanal, sem redução salarial.
O texto também assegura dois dias de descanso remunerado.
A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a votação no Plenário foi adiada diante da falta de garantia dos 49 votos necessários e da obstrução da oposição.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que a análise será retomada após as eleições.
Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser aprovado em dois turnos, com o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada votação. Se houver mudanças, a matéria deverá retornar à Câmara dos Deputados.
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