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Congresso em Foco
1/10/2026 9:58
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que o destino do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será a cadeia.
Em vídeo chamou o adversário de covarde e o acusou de atuar para impedir sua participação no debate da TV Globo.
"Enquanto você foge de mim como um covarde, um dia eu vou pegar você. E o destino não será um debate. Será a cadeia para você e para todos os teus."
A fala encerra uma sequência de ataques ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Renan chamou Flávio de "playboy herdeiro", afirmou que ele jamais chegará à Presidência e acusou a família Bolsonaro de deixar um legado de traição e corrupção.
Acusação de interferência no debate
Renan atribuiu sua ausência no debate a uma articulação de Flávio com a emissora, mas não apresentou provas dessa interferência no vídeo. Segundo o candidato, sua exclusão permitiria ao senador evitar críticas e questionamentos durante o encontro.
"Você deve estar comemorando hoje que você conseguiu, através do seu lobby, juntar a Rede Globo e tirar do debate. Você deve estar respirando aliviado."
O presidenciável anunciou protestos em frente à Globo e afirmou que sairá fortalecido do episódio. Ao comparar sua trajetória à do adversário, disse ter construído sua atuação política pela mobilização de jovens, sem depender do sobrenome do pai.
"Nós estaremos na frente da Globo fazendo nossos protestos. Nós estaremos colhendo o voto dos honestos."
O debate está marcado para esta quinta-feira (1º), às 21h30. A legislação assegura a participação de candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. O convite aos demais é facultativo.
Com um deputado federal, Kim Kataguiri, o Missão não alcança esse mínimo.
Missão recorre ao Supremo
O Missão acionou o STF para tentar garantir a participação de Renan no debate. A ação foi apresentada depois que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, negou o pedido de urgência feito pela legenda e pelo candidato.
A arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) foi distribuída à ministra Cármen Lúcia.
Processo: ADPF 1.358
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