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Eleições

Após votar com celular, Zema diz que não usou e "ninguém lembrou"

Candidato afirmou que "se tivesse sido alertado, teria entregado na hora".

Congresso em Foco

4/10/2026 11:02

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O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) afirmou neste domingo (4) que não foi alertado antes de entrar com o celular na cabine de votação em Araxá, no interior de Minas Gerais. O governador mineiro foi registrado com o aparelho durante a votação na Escola Estadual Delfim Moreira, apesar de a Justiça Eleitoral proibir celulares e outros equipamentos capazes de registrar imagens dentro da cabine.

Questionado sobre o episódio, Zema disse que costuma permanecer com o telefone durante todo o dia e afirmou que ninguém o orientou a deixar o aparelho antes de se dirigir à urna.

"Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo, né? E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente", declarou. "Se tivessem me alertado, entregava na hora."

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Segundo ele, o aparelho não foi utilizado durante o voto: "Não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo".

Zema também afirmou que não utilizava o telefone como "colinha" eleitoral. Ao ser perguntado se os números dos candidatos estavam armazenados no aparelho, respondeu que havia levado as anotações em papel. "Não, tinha no papel. Levei no papel", disse.

O candidato acrescentou que as imagens registradas durante sua passagem pela urna mostrariam que ele não utilizou o celular: "Foi até filmado, dá pra ver lá que eu não fiz nada com o celular".

Veja o momento do voto:

A regra do TSE, porém, estabelece que cabe ao eleitor deixar o aparelho antes de entrar na cabine. A Resolução 23.759/2026 determina que celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e outros dispositivos capazes de comprometer o sigilo do voto devem ser desligados e depositados em local próprio, sob a guarda da mesa receptora.

A proibição vale mesmo que o aparelho esteja desligado. Caso o eleitor se recuse a entregar o dispositivo, não deve ser autorizado a votar, e a ocorrência precisa ser registrada em ata. A restrição tem como objetivo preservar o sigilo do voto e impedir que imagens da urna sejam usadas, por exemplo, como comprovação da escolha do eleitor em esquemas de compra de votos.

O TSE permite que o telefone seja utilizado para identificação, como na apresentação do e-Título, mas o equipamento deve ser deixado fora da cabine antes da votação. No caso de Zema, o candidato sustenta que entrou com o aparelho porque não foi advertido e nega ter feito qualquer registro do voto.

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