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Congresso em Foco
8/10/2026 16:15
A deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) relatou nesta quinta-feira (8) ter recebido ameaças de estupro e outras formas de violência desde que passou a atuar na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a parlamentar, os ataques incluem ofensas racistas e machistas, além da divulgação de seus dados pessoais.
Ana Elisa avaliou que os ataques demonstram a preocupação de seus adversários com sua participação na campanha de Lula. Para a deputada, seus opositores "não estariam fazendo isso se não percebessem que, de fato, a gente pode mudar esse jogo e que a gente pode virar esse jogo".
Veja a fala:
Em pronunciamento, a parlamentar contou que seu endereço residencial, número de telefone e documentos foram expostos. Ela relatou que as ameaças começaram a se intensificar na quarta-feira (7), quando se juntou aos esforços eleitorais do presidente no segundo turno.
A deputada informou que a direção estadual do PT em Minas Gerais ofereceu apoio para protegê-la. Segundo Ana Elisa, o partido já disponibilizou acompanhamento de segurança em seus deslocamentos e organizou uma escolta para sua chegada ao Estado nesta sexta-feira (9).
"Então, eu acredito que o Partido está bem comprometido em me proteger, em proteger a segurança e a democracia do país, sabendo o que nós podemos agregar para o presidente Lula agora nesse segundo turno", declarou.
Ana Elisa se reuniu com Lula na quarta-feira (7), em Brasília, durante encontro com parlamentares eleitos para discutir a estratégia de comunicação da campanha presidencial. A deputada de 21 anos foi eleita com 524.219 votos e passou a colaborar com a mobilização digital do PT para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
Ameaças anteriores
Antes de integrar a campanha de Lula, Ana Elisa já havia denunciado à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual recebidas durante a disputa pela Câmara dos Deputados. Em setembro, a então candidata divulgou mensagens enviadas por e-mail por um homem que se apresentava como integrante da Ku Klux Klan, organização supremacista branca.
As mensagens continham ataques racistas e ameaças de estupro. O caso foi registrado em Divinópolis (MG) como ameaça e injúria racial, com o racismo apontado como possível motivação. A nova manifestação de Ana Elisa ocorre após sua adesão à campanha presidencial, quando, segundo ela, houve uma intensificação das intimidações.