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NA MIRA DA PF

Willer Tomaz usa foto de Flávio no perfil do WhatsApp: "vai vencer"

Advogado e senador que disputa o Planalto são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro; relação inclui viagens em jatinhos e vínculo em conta bancária.

Congresso em Foco

19/10/2026 | Atualizado às 15:28

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Alvo de investigações da Polícia Federal (PF), o advogado Willer Tomaz usa uma fotografia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em seu perfil no WhatsApp. A imagem é mais um sinal da proximidade entre os dois, que já viajaram juntos em jatinhos particulares e agora têm sua relação financeira investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro. Tomaz também aparece em apurações sobre fraudes no INSS, movimentações bilionárias em plataformas de apostas e supostos vazamentos de documentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A relação entre o advogado e o presidenciável está no centro do segundo inquérito aberto contra Flávio no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A investigação teve origem em uma apuração sobre operações financeiras ligadas a plataformas de apostas. Ao examinar arquivos armazenados na nuvem do celular de Tomaz, a PF encontrou registros de viagens, encontros e documentos que levantaram suspeitas sobre possíveis vínculos financeiros entre os dois. Flávio nega irregularidades e afirma que mantém apenas uma relação de amizade com o advogado.

Flávio Bolsonaro tem imagem destacada no perfl do advogado Willer Tomaz no Whatsapp.

Flávio Bolsonaro tem imagem destacada no perfl do advogado Willer Tomaz no Whatsapp.Reprodução

Conta bancária sob investigação

Um dos principais elementos da investigação é uma conta bancária da Alcazar Holding, empresa ligada a Tomaz. Segundo documentos obtidos pelo g1 e pela TV Globo, Flávio foi cadastrado como "usuário master", condição que, na avaliação da PF, lhe daria acesso operacional relevante à conta. Em maio de 2025, uma funcionária do advogado solicitou ao banco a retirada do nome do senador. Os investigadores apuram se esse vínculo representava alguma participação econômica ou societária. Flávio e Tomaz negam ter negócios em comum. O cadastro, por si só, não comprova que o senador tenha movimentado recursos.

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A proximidade também aparece em viagens internacionais. Em setembro, a revista piauí revelou que Flávio, sua família e Tomaz viajaram juntos em janeiro de 2025, da Flórida para Brasília, num jatinho com participação de empresas ligadas ao advogado e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. "Ainda bem que na época o avião era de Willer", escreveu Flávio nas redes sociais. Tomaz afirmou à CNN Brasil que custeou integralmente a viagem e negou qualquer participação de Vorcaro. Mais recentemente, a Folha de S.Paulo revelou que uma empresa de apostas ligada ao advogado também pagou voos de Flávio pela Europa em 2025. A defesa afirma que os deslocamentos eram passeios entre amigos, sem contrapartidas.

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Outras investigações

Tomaz também é investigado por movimentações financeiras envolvendo a plataforma de apostas Blaze. Reportagem publicada pelo UOL no domingo (18) revelou que a PF analisa cerca de R$ 1,4 bilhão em transações entre contas ligadas ao advogado e o site de apostas. Os investigadores suspeitam que transferências sucessivas possam ter servido para ocultar a origem e o destino de recursos. Tomaz contesta os valores, nega irregularidades e afirma que sua relação com a plataforma era exclusivamente como apostador.

Nesta segunda-feira (19), outra investigação envolvendo o advogado motivou buscas da PF contra Humberto Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação do STJ. Segundo apuração do UOL, Pradera é suspeito de fornecer antecipadamente ao escritório de Tomaz minutas de decisões judiciais e pareceres do Ministério Público Federal. Ele foi exonerado na sexta-feira (16), após a abertura de uma apuração interna no tribunal. Tomaz nega ter recebido documentos irregularmente ou interferido em manifestações do Ministério Público. Não há indicação de participação de Flávio nos supostos vazamentos.

O advogado também foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do INSS. Nessa frente, a PF apura suspeitas de ocultação de recursos relacionados ao senador Weverton Rocha (PDT-MA). Tomaz nega envolvimento nas fraudes e critica a divulgação de informações sigilosas durante a campanha eleitoral. As diferentes investigações continuam em andamento, sem conclusão sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos.

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Willer Tomaz INSS flavio bolsonaro eleições 2026 presidência

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