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Congresso em Foco
21/10/2026 10:15
A mobilização para que a TV Globo faça checagem de fatos ao vivo durante o debate presidencial de sexta-feira (23) chegou a 791.865 assinaturas nesta quarta-feira (21). O número representa um aumento de 374.701 apoios em relação à noite anterior, quando a iniciativa reunia pouco mais de 404 mil participantes.
Criada por Rafael Brito na plataforma Change.org, a petição pede que informações apresentadas pelo presidente Lula (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) sejam verificadas durante o confronto, antes que o programa termine.
A proposta surgiu após o debate realizado pela Band no domingo (18), que teve declarações dos dois candidatos contestadas posteriormente por agências de checagem. Os organizadores defendem que a conferência das informações ocorra durante a transmissão, permitindo que o público acompanhe eventuais correções.
Entre as autoridades e profissionais aos quais a cobrança é direcionada estão representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dirigentes da Globo e o jornalista César Tralli, que será responsável por mediar o encontro.
Cobrança por checagem ao vivo
O documento solicita a participação de profissionais especializados na verificação das informações apresentadas pelos presidenciáveis. A intenção é evitar que afirmações incorretas sejam transmitidas sem esclarecimento imediato.
Na apresentação da iniciativa, Brito defende que o papel das emissoras não deve se restringir à transmissão das falas dos candidatos.
"A imprensa não pode se limitar a oferecer microfones. Precisa assumir sua responsabilidade com a verdade."
O autor também menciona experiências internacionais de checagem simultânea em debates eleitorais e sustenta que a medida ajudaria o eleitorado a avaliar as propostas e os argumentos apresentados.
Declarações contestadas no último debate
A discussão sobre a verificação das falas ganhou força depois do encontro entre Lula e Flávio na Band. Durante o programa, os candidatos trocaram acusações e apresentaram dados sobre diferentes áreas do governo.
Flávio afirmou que Lula e a primeira-dama Janja teriam gasto R$ 7 bilhões em viagens. O montante citado, porém, não corresponde exclusivamente às despesas do casal presidencial, mas reúne gastos de órgãos federais.
Lula também apresentou uma informação incorreta ao associar exclusivamente ao seu retorno ao Planalto, em 2023, a retomada do crescimento econômico acima de 3%. A economia brasileira já havia registrado expansão superior a esse percentual em governos anteriores.
As declarações foram examinadas por iniciativas independentes de checagem após a transmissão.
O próximo confronto está previsto para sexta-feira (23), às 21h20, na TV Globo, dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais. Até o momento, o pedido de checagem ao vivo reúne quase 800 mil assinaturas.
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