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Transfobia

MP pede R$ 100 mil de Eduarda Campopiano por transfobia contra Erika Hilton

Ação contra deputada estadual eleita também solicita retratação pública e curso sobre combate à discriminação.

Congresso em Foco

21/10/2026 9:55

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou com uma ação civil pública contra a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) por uma publicação considerada transfóbica contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

O órgão pede indenização de pelo menos R$ 100 mil por danos morais coletivos, além de retratação pública.

Eduarda Campopiano e Erika Hilton foram eleitas por São Paulo nas eleições de 2026.

Eduarda Campopiano e Erika Hilton foram eleitas por São Paulo nas eleições de 2026.Montagem Congresso em Foco | Reprodução / Instagram

A ação foi apresentada nesta terça-feira (20) pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital. O caso envolve uma postagem feita por Campopiano no X, antigo Twitter, em 5 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições.

Na publicação, a parlamentar eleita se referiu a Erika, que é uma mulher trans, como "homem biológico" ao comparar o desempenho eleitoral das duas.

Campopiano recebeu 1.956.238 votos e se tornou a deputada estadual mais votada de São Paulo. Erika foi reeleita deputada federal com 1.596.472 votos.

Postagem de Eduarda Campopiano contra Erika Hilton motivou ação do Ministério Público por transfobia.

Postagem de Eduarda Campopiano contra Erika Hilton motivou ação do Ministério Público por transfobia.Reprodução / X

MP aponta discriminação e violência política de gênero

Segundo o Ministério Público, a declaração ultrapassou os limites da liberdade de expressão e representou uma tentativa de deslegitimar a identidade de gênero de Erika Hilton.

A Promotoria argumenta que a publicação não atingiu apenas a deputada federal, mas também mulheres trans de forma coletiva, ao reforçar preconceitos e estereótipos.

O órgão também sustenta que a imunidade parlamentar não protege ataques pessoais discriminatórios sem relação com o exercício do mandato. Para o MP, o episódio pode configurar violência política de gênero.

Além da indenização de R$ 100 mil, a ação pede que Campopiano publique uma retratação em veículos de ampla circulação, participe de um curso sobre inclusão social e combate à discriminação e seja impedida de fazer novas publicações transfóbicas, sob pena de multa.

O Ministério Público também solicitou que a plataforma X preserve os registros da postagem para utilização no processo.

Deputada eleita nega intenção de discriminar

O caso chegou ao Ministério Público após uma representação apresentada pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL-SP), que pediu a apuração de possível transfobia contra Erika Hilton.

Em manifestação divulgada em 6 de outubro, Campopiano classificou a publicação como uma provocação no contexto do debate político nas redes sociais. A parlamentar eleita negou ter a intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade.

Campopiano, que atualmente exerce o cargo de vereadora em Praia Grande (SP), foi eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

A ação do Ministério Público ainda será analisada pela Justiça. Até o momento, não há condenação da deputada estadual eleita.

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transfobia Erika Hilton Eduarda Campopiano Ministério Público eleições 2026

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