Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Eleições
Congresso em Foco
23/10/2026 11:49
O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula (PT), acusou nesta sexta-feira (23) Flávio Bolsonaro (PL) de não cumprir, nos termos esperados pelos petistas, o acordo firmado para a abertura de sigilos dos dois candidatos à presidência.
Em declaração divulgada na reta final do segundo turno, Camilo afirmou que a equipe de Lula entregou documentos cobrados pela candidatura adversária, enquanto Flávio teria apresentado procurações que condicionariam o acesso a informações a uma decisão judicial.
"Flávio Bolsonaro fugiu, não aceitou o desafio do presidente Lula", afirmou Camilo. Segundo o senador, Lula lançou o desafio durante o debate realizado no domingo (18), e Flávio respondeu dias depois impondo uma série de condições.
O coordenador petista disse que Lula aceitou as exigências e que as duas campanhas acabaram assinando um documento no TSE. Camilo afirmou que, depois da assinatura, foi estabelecido prazo até as 23h59 de quinta para apresentação da documentação.
"Demos até 23h59 para que eles apresentassem toda a documentação. Nós fomos lá 20h30, apresentamos inclusive o que eles estavam cobrando, todos os pagamentos do cartão corporativo, apresentamos a agenda do presidente do Palácio da Alvorada, os voos da FAB, está tudo lá protocolado."
Na declaração, Camilo afirmou que a equipe adversária perdeu o prazo acertado e apresentou posteriormente procurações que, segundo sua interpretação, não equivaleriam à entrega dos dados esperada pela campanha de Lula. "Só hoje eles protocolaram umas procurações", disse.
O senador leu um trecho que, segundo ele, condicionaria a autorização à existência de uma decisão judicial do TSE. A partir disso, acusou Flávio de ter criado obstáculos para evitar a divulgação dos dados. A discussão, porém, ganhou um novo componente jurídico nesta sexta.
O ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, afirmou que Lula e Flávio podem divulgar voluntariamente os próprios dados bancários, fiscais e telefônicos e que essa divulgação não depende de autorização judicial. Segundo o entendimento do ministro, cabe aos próprios titulares decidir quais informações desejam tornar públicas.
Temas
LEIA MAIS
CORRIDA PRESIDENCIAL
JUSTIÇA ELEITORAL
Propaganda eleitoral