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Disputa presidencial
Congresso em Foco
24/10/2026 15:12
O presidente Lula (PT) voltou a atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, durante um ato de campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste sábado (24).
Na véspera do segundo turno, o petista chamou o candidato de "miliciano", alertou para riscos à democracia e afirmou ter certeza de que será reeleito neste domingo (25).
Antes de participar da caminhada pela orla, Lula conversou com jornalistas e disse que os eleitores precisam considerar o que classificou como ameaças à democracia e à liberdade caso o adversário vença a eleição.
"Não pode levar o miliciano para dentro do Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade brasileira do risco que a democracia corre, do risco que a liberdade corre e do risco que as pessoas de bem nesse país correm."
A declaração faz parte dos ataques do presidente a Flávio na reta final da campanha. Lula não apresentou, nessa fala, provas que sustentassem a acusação contra o senador.
O petista também demonstrou confiança no resultado da votação e afirmou que conquistará um novo mandato presidencial.
"Eu tenho certeza que nós vamos ganhar as eleições. Eu tô dizendo para vocês e podem anotar: amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez."
A caminhada em Copacabana reuniu apoiadores do presidente na Avenida Atlântica, região tradicionalmente utilizada para manifestações bolsonaristas. Lula esteve acompanhado de aliados políticos e da primeira-dama, Janja Lula da Silva.
Lula destaca mobilização do Exército do Lula
Durante a conversa com jornalistas, o presidente também agradeceu aos eleitores pela participação na campanha do segundo turno. Segundo Lula, a mobilização popular ganhou uma dimensão que não havia sido prevista pela própria equipe eleitoral.
O petista destacou a atuação do chamado "Exército do Lula", canal de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores, divulgar conteúdos favoráveis ao presidente e organizar ações nas redes sociais.
Lula comparou a mobilização digital de seus apoiadores às forças militares de grandes potências mundiais e projetou que o canal alcançará 13 milhões de participantes até domingo.
"Hoje nós temos um exército de democratas nesse país, maior do que o Exército chinês, maior do que o Exército russo e maior do que o Exército americano, que é o Exército do Lula."
A iniciativa ganhou força nas últimas semanas e se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha petista. Neste sábado, o canal já havia ultrapassado 10 milhões de seguidores, enquanto Janones comanda uma transmissão ao vivo de 24 horas para incentivar a participação dos eleitores.
Últimos atos antes do segundo turno
O ato no Rio integra a programação de encerramento da campanha de Lula. Depois da caminhada em Copacabana, o presidente tem um compromisso previsto para as 16h na Avenida Paulista, em São Paulo, onde participará de uma nova mobilização com apoiadores.
Flávio Bolsonaro também cumpre agenda de campanha neste sábado. O senador participou de uma motociata em Belo Horizonte, em Minas Gerais, e tem um evento previsto para a tarde na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Os dois candidatos se enfrentaram na sexta-feira (23), no último debate presidencial, realizado pela TV Globo.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A votação decisiva ocorre neste domingo (25).
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