O último debate antes do segundo turno terminou após uma sequência de confrontos sobre economia, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, programas sociais, endividamento das famílias e combate ao crime organizado. Lula e Flávio Bolsonaro também protagonizaram momentos de maior tensão ao trocar acusações sobre episódios envolvendo seus respectivos campos políticos, além de divergirem sobre o legado dos governos Lula e Jair Bolsonaro. Ao longo dos blocos, os dois buscaram contrastar suas propostas e apresentaram compromissos para um eventual próximo mandato.
Na reta final, com tema livre e oito minutos disponíveis para cada candidato, o confronto ficou mais direto. Lula e Flávio circularam pelo estúdio e retomaram assuntos abordados anteriormente, além de levantarem acusações envolvendo relações políticas e empresariais. Entre os temas que dominaram essa etapa estiveram o caso envolvendo o jogador conhecido como “Pai do Bebê”, questionamentos sobre o Banco Master, a história do uísque mencionada por Flávio e a alegação de um passeio de barco atribuída a Lula. As acusações foram contestadas durante o próprio debate e, em diversos momentos, os candidatos classificaram as declarações do adversário como falsas.
Nas considerações finais, os dois deixaram as trocas de perguntas para fazer um pedido direto de voto. Lula relembrou sua trajetória pessoal, defendeu a continuidade de seu projeto político e colocou a preservação da democracia no centro de sua mensagem. Flávio mencionou Jair Bolsonaro, prometeu recuperar o poder de compra, reforçar a segurança e defender o que chamou de liberdade dos brasileiros. Encerrado o último encontro entre os candidatos, a decisão passa para os eleitores, que irão às urnas neste domingo (25) para escolher o presidente da República.


