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Lula reconhece força das redes na vitória, mas defende regulamentação

Presidente afirmou que crimes cometidos na internet devem ser tratados da mesma forma que aqueles praticados fora dela.

Congresso em Foco

25/10/2026 | Atualizado às 23:19

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As redes sociais tiveram papel importante na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas isso não mudou sua posição sobre a necessidade de regulamentar as plataformas digitais.

Após vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno deste domingo (25), o petista reconheceu a importância da mobilização na internet, agradeceu ao deputado André Janones (Rede-MG) e anunciou que a comunicação digital terá mais espaço em seu próximo governo.

A campanha de Lula ganhou força nas plataformas digitais durante o segundo turno, especialmente com a mobilização de apoiadores no WhatsApp. Um dos principais responsáveis pela estratégia foi Janones, que criou o canal "Exército do Lula" e ampliou o alcance das mensagens favoráveis ao presidente.

Apesar da importância dessas ferramentas para sua vitória, Lula criticou a atuação das grandes empresas de tecnologia e afirmou que o país precisa estabelecer regras para seu funcionamento. Segundo o presidente, a eleição foi marcada por tentativas de interferência externa por meio das plataformas digitais.

"Essa eleição foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais que nós vamos ter que regulá-las."

Lula também defendeu que crimes cometidos na internet recebam o mesmo tratamento daqueles praticados fora do ambiente virtual e criticou o poder econômico das empresas de tecnologia.

"Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grana ganhando milhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país."

O presidente também associou a vitória eleitoral ao enfrentamento da desinformação durante a campanha.

"Essa eleição foi uma derrota do negacionismo. Foi uma derrota da mentira", disse.

Mobilização digital marcou segundo turno

A atuação de Janones ganhou destaque após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula na votação. O deputado intensificou a mobilização de apoiadores pelo WhatsApp e utilizou o canal "Exército do Lula" para divulgar vídeos, mensagens e conteúdos favoráveis à reeleição do presidente.

O canal reuniu milhões de seguidores e também foi alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral durante a campanha.

Com a vitória deste domingo, Lula indicou que pretende aproveitar a experiência da campanha para ampliar a comunicação direta com a população durante o próximo mandato. A promessa ocorre ao mesmo tempo em que o presidente defende maior responsabilidade das empresas que controlam as plataformas digitais.

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segundo turno flavio bolsonaro eleições 2026 redes sociais Lula

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