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VIRADA HISTÓRICA
Congresso em Foco
25/10/2026 | Atualizado às 23:37
O Nordeste deu ao presidente Lula (PT) a vantagem decisiva para vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Mas foi no Sudeste que o petista mais reduziu a distância para o adversário. Enquanto abriu 13,65 milhões de votos de frente no Nordeste, Lula diminuiu em 2,86 milhões a vantagem de Flávio no Sudeste entre os turnos. O movimento, que incluiu a virada em Minas Gerais, ajudou a definir o resultado nacional.
Levantamento do Congresso em Foco, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que Lula aumentou sua votação absoluta nas cinco regiões. Flávio também recebeu mais votos em todas elas, mas o crescimento do petista foi maior. Com isso, as diferenças diminuíram nas regiões favoráveis ao senador, e Lula passou à frente no Norte.
Os números correspondem à apuração de 25 de outubro, às 22h32, quando 99,99% das seções estavam totalizadas. Ainda havia pendências no Nordeste e no Sudeste.
Nordeste: 13,6 milhões de vantagem
O Nordeste foi a única região em que Lula abriu uma vantagem de dois dígitos em milhões de votos. O presidente recebeu 24.449.844 votos (69,37%), contra 10.796.569 (30,63%) de Flávio. A diferença chegou a 13.653.275 votos.
No primeiro turno, a vantagem do petista era de 11,1 milhões. Entre as duas votações, Lula acrescentou quase 3 milhões de votos, enquanto Flávio ganhou cerca de 398 mil. A distância entre eles aumentou 2,56 milhões.
O resultado nordestino compensou as vantagens obtidas pelo senador no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Juntas, essas três regiões deram a Flávio uma dianteira de 9,25 milhões de votos, inferior à vantagem conquistada por Lula no Nordeste.
Sudeste: a maior mudança entre os turnos
Embora Flávio tenha vencido no Sudeste, com 26,84 milhões de votos (52,76%) contra 24,04 milhões (47,24%) de Lula, foi nessa região que a diferença mais diminuiu em números absolutos.
No primeiro turno, o senador havia aberto 5,66 milhões de votos de frente. No segundo, a vantagem caiu para 2,81 milhões. Lula ganhou 4,8 milhões de votos entre as duas votações, enquanto Flávio acrescentou 1,94 milhão.
Minas Gerais teve papel importante nessa mudança. O segundo maior colégio eleitoral do país passou de uma vantagem de aproximadamente 589 mil votos para Flávio no primeiro turno para uma vitória apertada de Lula no segundo. Foi a principal mudança de liderança estadual entre os dois candidatos.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, Flávio permaneceu à frente, mas com vantagens menores. O desempenho de Lula no Sudeste reduziu o peso da liderança do senador na região que concentra o maior número de eleitores do país.
Sul e Centro-Oeste: vantagem menor de Flávio
O Sul continuou sendo a região de maior vantagem proporcional de Flávio. O senador recebeu 11,39 milhões de votos (62,58%), contra 6,81 milhões (37,42%) de Lula. A diferença foi de 4,58 milhões, abaixo dos 5,04 milhões registrados no primeiro turno.
No Centro-Oeste, Flávio também manteve a liderança, com 5,60 milhões de votos (60,01%), contra 3,73 milhões (39,99%) do presidente. Sua vantagem diminuiu de 2,17 milhões para 1,87 milhão.
Somadas, as duas regiões deram ao senador aproximadamente 6,45 milhões de votos de frente, cerca de 760 mil a menos que no primeiro turno.
Norte: virada por pouco mais de mil votos
O Norte apresentou a disputa regional mais equilibrada. Lula recebeu 5.024.626 votos, apenas 1.079 a mais que Flávio, que somou 5.023.547.
No primeiro turno, o senador havia vencido na região por aproximadamente 459 mil votos. Entre as duas votações, Lula ganhou 474 mil votos, enquanto Flávio acrescentou cerca de 14 mil. O crescimento maior do petista foi suficiente para inverter a liderança.
O peso de cada região
A distribuição dos votos mostra dois movimentos complementares. O Nordeste forneceu a margem que sustentou a vantagem nacional de Lula, enquanto o Sudeste registrou a maior redução da diferença entre os candidatos. As mudanças no Norte, Sul e Centro-Oeste também contribuíram para o resultado.
Nas cinco regiões, a vantagem conjunta de Lula chegou a aproximadamente 4,4 milhões de votos, sem considerar o exterior. O resultado contrasta com o primeiro turno, quando Flávio havia recebido mais votos que o petista no país.
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