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SENADO
Congresso em Foco
27/10/2026 17:06
A federação União-PP declarou nesta terça-feira (27) apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. Com 12 senadores na próxima legislatura, as duas siglas passam a respaldar a permanência do atual presidente da Casa por mais dois anos.
O comunicado foi assinado pelos presidentes nacionais do União Brasil, deputado eleito Antonio Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Os dirigentes afirmam que "a continuidade de sua liderança representa a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população".
Rueda e Ciro acrescentaram que seus partidos "têm uma trajetória de parceria, confiança e compromisso político ao lado de Davi Alcolumbre, construída ao longo dos anos", e contam com o senador para garantir "um Congresso Nacional forte, independente e capaz de transformar o diálogo em resultados concretos para os brasileiros".
Alcolumbre presidiu o Senado entre 2019 e 2021 e reassumiu o cargo em 2025. Caso seja reconduzido, chegará ao terceiro mandato à frente da Casa. O recorde pertence ao ex-senador José Sarney, que presidiu o Senado quatro vezes, em diferentes legislaturas entre 1995 e 2013.
Concorrência no PL
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou no início de outubro a intenção de lançar Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado e descartou apoiar a permanência de Alcolumbre. O dirigente contava com a vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial e com a formação de maioria parlamentar para conquistar o comando da Casa.
O PL terá 28 senadores em 2027, a maior bancada da próxima legislatura. Valdemar pretendia somar aos votos do partido o apoio da federação União-PP e dos Republicanos em uma chapa alinhada ao novo governo de seu candidato, que saiu como preferido no primeiro turno.
A reeleição de Lula no domingo (25) contrariou os cálculos do PL, que passa a ter até 12 votos a menos na disputa. A votação para a Mesa Diretora do Senado é secreta, não havendo obrigação dos parlamentares em acompanhar a orientação de seus partidos.
Marinho já disputou a presidência do Senado em 2023, quando recebeu 32 votos e foi derrotado por Rodrigo Pacheco, que conquistou 49 apoios e foi reconduzido ao cargo.
Eleição da Mesa
O Senado realizará em 1º de fevereiro de 2027 as reuniões preparatórias para a posse dos parlamentares eleitos e a escolha da Mesa Diretora. A primeira reunião será destinada à posse, a segunda à eleição do presidente da Casa e a terceira à definição dos demais integrantes, que exercerão mandato de dois anos, até fevereiro de 2029.
A votação para presidente é secreta e exige maioria absoluta, correspondente a pelo menos 41 dos 81 senadores. Quando há mais de um candidato, os parlamentares votam em cédulas depositadas em urna, após chamada conforme a ordem de criação dos Estados. Se nenhum concorrente alcançar os votos necessários, será realizado novo escrutínio entre os dois mais votados. Em caso de candidatura única, a eleição poderá ocorrer pelo sistema eletrônico.
Após a escolha do presidente, os senadores elegem dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretário. A composição da Mesa deve respeitar, tanto quanto possível, a proporcionalidade das bancadas partidárias e dos blocos parlamentares.
A Constituição proíbe a recondução ao mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente. O STF, entretanto, estabeleceu que a restrição vale apenas para eleições realizadas dentro da mesma legislatura. Como o pleito de 2027 ocorrerá no início de nova legislatura, Alcolumbre poderá disputar outro mandato consecutivo.
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