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FUTURO POLÍTICO
Congresso em Foco
30/10/2026 | Atualizado às 8:21
A Comissão Executiva Nacional do PT defendeu uma agenda de reformas para o quarto mandato do presidente Lula e manifestou preocupação com a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante do resultado da eleição brasileira. Em nota divulgada nesta quinta-feira (29), o partido criticou a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do país após a derrota presidencial e acusou o senador de tentar deslegitimar a votação.
"Lula foi eleito para fazer mudanças", afirma a Executiva. Entre as prioridades apontadas estão as reformas do sistema de Justiça e do sistema político-eleitoral, a regulação das plataformas digitais e uma estratégia de soberania tecnológica. O documento também defende a ampliação das políticas sociais, o fim da escala 6x1 e a tarifa zero no transporte público.
Interferência estrangeira
O PT classificou Flávio Bolsonaro como "foragido nos EUA" e criticou a carta em que o senador contestou o resultado da eleição. A legenda também o acusou de tentar estimular uma interferência estrangeira na política brasileira. A Polícia Federal, porém, esclareceu que as restrições impostas a Flávio não o tornam automaticamente foragido da Justiça. Não havia mandado de prisão contra o senador.
A nota também menciona Trump e afirma que sua postura diante da eleição e da presença de Flávio em território americano "exige atenção". A direção petista sustenta que o Brasil não pode aceitar interferências estrangeiras em seu processo democrático.
Filiação de jovens
A Executiva atribuiu a vitória de Lula à mobilização popular, especialmente de jovens, mulheres, movimentos sociais e militantes. Também cobrou providências contra episódios de violência política e assédio eleitoral, incluindo ameaças de demissão por motivação política, e pediu atuação do Ministério Público do Trabalho.
O documento anuncia uma campanha de filiação de jovens, convoca a militância para as atividades do Novembro Negro e propõe ampliar a participação popular nas decisões do governo, inclusive por meio do orçamento participativo.
"O PT precisa abrir suas portas, renovar suas formas de participação e construir, com os jovens, novos caminhos de organização política", afirma a Executiva Nacional, que também destaca a necessidade de preparar o partido para os desafios do período pós-Lula.
O partido convocou diretórios, parlamentares, sindicatos e movimentos sociais a organizar caravanas para a posse de Lula, marcada para 5 de janeiro de 2027, em Brasília. A direção nacional se reunirá em 13 de novembro para avaliar o resultado eleitoral e discutir as prioridades do próximo mandato.
* Link externo ao site do Congresso em Foco
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