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atos golpistas
Congresso em Foco
Autoria e responsabilidade de Caio Matos
11/1/2023 | Atualizado às 7:59
Criado no domingo (8), perfil "Contragolpe Brasil" já acumulou mais de 1,1 milhão de seguidores até a tarde desta terça-feira (10). Foto: Reprodução/Instagram[/caption]
Já foram feitas 173 publicações com as imagens dos participantes dos atos antidemocráticos, juntamente com os nomes e as cidades em que residem. Imagens fixadas pelo perfil apontam duas pessoas que foram apontadas como articuladoras, financiadoras e organizadoras do movimento. Quando ainda não há identificação do suspeito, a página pede a colaboração dos seguidores para apontar o nome ou perfil da pessoa.
O crescimento da página atraiu a atenção de bolsonaristas, que se organizaram para denunciar o perfil e as publicações. Por conta disso, o Instagram passou a restringir as publicações da página e a possibilidade de responder mensagens diretas.
No início da tarde dessa terça-feira (10), a página postou um recorte de uma matéria informando que 351 pessoas foram detidas pelos atos antidemocráticos. "Enquanto o Instagram não libera o nosso perfil para novas postagens/denúncias, compartilhamos boas notícias! A lista de criminosos e presos está cada vez maior", escreveram os responsáveis.
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Instagram passou a restringir as publicações da página e a possibilidade de responder mensagens diretas. Foto: Reprodução/Instagram[/caption]
Impossibilitado de fazer novas publicações, o perfil passou a incentivar que os usuários encaminhem as denúncias diretamente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública no e-mail criado justamente para essa tarefa: [email protected].
No mesmo molde do MJSP, a Polícia Federal criou um e-mail para receber informações sobre os envolvidos nos atos do último domingo: [email protected].
O Congresso em Foco entrou em contato com os responsáveis pela página Contragolpe Brasil, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Muitas das imagens e vídeos encontrados pelos usuários foram por meio da expressão "Festa da Selma", utilizada pelos bolsonaristas nas redes sociais para coordenar os atos antidemocráticos em Brasílias. A "Selma" seria um código disfarçado para "Selva", grito de guerra dos militares. A maioria das publicações foi apagada, mas os usuários salvaram antes da exclusão.Enviem aqui VÍDEOS DE GOLPISTAS COMETENDO VANDALISMO, ou CONFESSANDO QUE PARTICIPARAM DO VANDALISMO.
Só na esplanada incitando o golpe não adianta. Tem que mostrar o ato propriamente dito. Vai ter gente monitorando 👇 - tesoureiro (@tesoureiros) January 10, 2023
Em pouco mais de 36 horas, seguindo as orientações do ministro @FlavioDino , desmontamos o acampamento golpista, identificamos e prendemos cerca de 1.000 pessoas que atentaram contra o Estado Democrático de Direito e trocamos o Comando da PM no DF. A lei será cumprida.
- Ricardo Cappelli (@RicardoCappelli) January 10, 2023
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