Entrar
Cadastro
Entrar
Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Congresso em Foco
Autoria e responsabilidade de Eduardo Militão
16/4/2014 | Atualizado às 20:22
[fotografo]Lia de Paula/Ag. Senado[/fotografo][/caption]O Senado rejeitou as alegações de servidores da Casa que recebiam supersalários - mais que os R$ 29.400 mensais permitidos por lei - e concluiu os processos administrativos em que eles se defendiam de decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou o corte nos megacontracheques. Não cabem mais recursos administrativos, informou a assessoria do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao Congresso em Foco nesta quarta-feira (16). Por isso, Renan pediu à Advocacia-Geral da União (AGU) que solicite ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, a derrubada da liminar proferida por ele e, assim, autorize o Senado, novamente, a cortar os rendimentos acima do teto salarial determinado pela Constituição.
Em fevereiro, o ministro disse que, apesar de ser inaceitável o pagamento de rendimentos acima do teto, os servidores tinham o direito de se defenderem perante o Senado e a Câmara, onde também foi suspenso o corte salarial. De acordo com a assessoria de Renan, a exigência de Marco Aurélio foi cumprida. Agora, avalia, resta retomar o corte. O prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 7,6 milhões por mês nas duas Casas com o pagamento acima do teto a cerca de 2 mil servidores.
Ontem, a Procuradoria-Geral da República pediu que o Supremo novamente permita que a Câmara corte os salários dos funcionários. O subprocurador Paulo Gustavo Gonet Branco afirmou, em parecer no processo, que a liminar de Marco Aurélio não deve ser aceita e os salários devem ser reduzidos ao limite legal imediatamente. Segundo ele, "não há cogitar de afronta a garantia constitucional pelo fato de os servidores da Câmara, na espécie, não terem sido chamados a participar do processo no âmbito do TCU".
Gonet afirmou que, mesmo com a aplicação da medida a todos os servidores, isso não impediria a defesa prévia de um algum servidor injustamente atingido pelo corte. "Nada impede que a Câmara dos Deputados, diante do que lhe determinou o TCU, identifique circunstâncias individuais favoráveis à manutenção dos pagamentos feitos, comunicando-as à Corte, como admitiu o próprio acórdão combatido", afirmou o subprocurador. Seu parecer deverá ser analisado pelos plenário dos STF, onde os ministros vão manter ou derrubar a liminar de Marco Aurélio.
A ação para suspender o corte dos megacontracheques foi aberta pelo sindicato dos funcionários do Congresso, o Sindilegis. A assessoria da entidade disse que vai recorrer judicialmente da decisão de Renan Calheiros. A direção do sindicato que foi "surpreendida" pela decisão do senador.
O presidente do sindicato, Nilton Paixão, afirmou à Agência Estado que o Senado não respeitou a "ritualística processual" e o contraditório. "Não houve a abertura para o contraditório segundo a ritualística processual", disse ele.
Mais sobre supersalários
Nosso jornalismo precisa da sua assinatura Tags
Temas
Congresso Nacional
Davi quer identificar autores de ataques "Congresso inimigo do povo"
Voto Restrito
Crimes contra democracia
Zé Trovão quer revogar crime de golpe e ataque ao processo eleitoral