Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Projeto de ACM divide até o PFL

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Projeto de ACM divide até o PFL

Congresso em Foco

19/1/2006 | Atualizado às 22:34

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Andrea Vianna

Duas propostas de emenda constitucional (PECs) incluídas na pauta da convocação ameaçam a farra do Executivo com as medidas provisórias e acirram a disputa de poder entre Câmara e Senado. Uma delas, apresentada pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA, veda a possibilidade de o governo editar MPs sobre tributos, retarda a vigência das medidas provisórias e retira dos deputados o direito de dar a última palavra na análise dessas proposições. O texto está pronto para ser votado pelo Plenário do Senado.

A enxurrada de MPs sobre o Legislativo desperta tamanha aversão entre os congressistas que mereceu atenção na conversa dos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o presidente Lula. Na última terça-feira, ao discutir com o petista as prioridades do governo na pauta da convocação, Aldo e Renan cobraram apoio do Planalto para mudar o rito de tramitação das MPs.

“Elas invertem o processo, deturpam a imagem do processo legislativo, retiram a sua eficácia e quase que obrigam a convocação do Congresso Nacional. Mais do que nunca, precisam ser modificadas. O presidente (Lula) disse que não era contra, mas gostaria que essa mudança fosse ditada pelo consenso”, disse Renan sobre a reunião com Lula.

Mas, até chegar a um entendimento, os parlamentares ainda vão ter de conversar bastante. Os senadores querem aprovar o quanto antes a PEC 72/2005, de ACM, que prevê a alternância na tramitação das MPs na Câmara e no Senado. Hoje, as medidas provisórias são analisadas, primeiro, pelos deputados. E, só então, seguem para a apreciação dos senadores. Pela proposta do pefelista, uma começará a ser examinada pela Câmara, enquanto a seguinte será avaliada pelo Senado.

PFL x PFL

Como a última palavra sobre as MPs cabe à Casa em que se iniciou a tramitação, o governo e até mesmo os líderes da oposição na Câmara não querem nem saber da proposta de ACM. “Não é função do Senado”, endossa o líder do PT, Henrique Fontana (RS). A situação do governo é delicada porque, nem em seus melhores momentos, conseguiu maioria entre os senadores. “Assim, como está, não passa na Câmara, que é a casa do povo. É o Senado que tem de funcionar como casa revisora”, avisa o líder da minoria, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), ao declarar inusitado apoio à proposta do vice-líder do governo Sigmaringa Seixas (PT-DF).

Ainda em fase inicial de tramitação, a PEC 491/05 reconhece a necessidade de um juízo de admissibilidade que avalie, preliminarmente, a urgência e a relevância das medidas provisórias, mas mantém com a Câmara a palavra final sobre as MPs e a possibilidade de tratar por meio delas de questões tributárias. “A PEC do Sigmaringa tem mais chance de ser aprovada”, considera Aleluia.

O embate, no entanto, não se limita apenas à velha disputa de poder entre deputados e senadores. Mesmo não admitindo perder a primazia na análise das MPs para os senadores, os deputados da oposição apóiam pelo menos dois pontos da PEC de ACM: o que veda a possibilidade de o governo editar medidas provisórias sobre tributos e o que retarda a vigência delas.

O problema é que, na Câmara ou no Senado, os governistas não admitem sequer discutir essas duas mudanças. “O senador Aloizio Mercadante vai reapresentar as emendas rejeitadas na CCJ. No plenário, devemos contar com o apoio do PMDB”, adianta a vice-líder do governo no Senado Ideli Salvatti (PT-SC).

Em compensação, a senadora vê com bons olhos a alternância no início da tramitação das MPs. “Isso pode facilitar o nosso trabalho, porque as medidas provisórias seriam mais bem distribuídas, sem tumultuar o ritmo das Casas. Seria mais lógico, mais adequado. Mas isso não passa na Câmara de jeito nenhum. Quem tem o poder não quer abrir mão”, admite a senadora.

Meio-termo

Com a confusão armada, o próprio relator da proposta que corre no Senado, o senador Edison Lobão (PFL-MA), admite que a tendência é o Congresso aprovar uma mudança intermediária que contemple as reivindicações das duas casas, do governo e da oposição. “As lideranças tentarão conciliar os principais itens de cada proposição em uma só”, aposta. “Não estamos inflexíveis. De repente, ajustamos para que dois terços das MPs comecem na Câmara e um terço no Senado”.

Prazo marcado

O passo inicial para esse entendimento está no único ponto de convergência entre as propostas de ACM e Sigmaringa: a definição de prazos determinados para a tramitação das MPs em cada Casa legislativa. “Do jeito como está, a Câmara fica com o prazo inteiro para apreciar as MPs. Quando chegam ao Senado, acabamos aprovando por falta de tempo para examinar a matéria direito”, reclama Lobão.

De acordo com a legislação vigente, as MPs perdem a eficácia em 60 dias, prorrogáveis por igual período. Se a MP não for apreciada em até 45 dias contados da publicação, entra em regime de urgência e obstrui a pauta de votações até ser examinada. Sem prazo determinado para enviá-las ao Senado, a Câmara apropria-se da maior parte do prazo máximo de 120 dias.

O novo rito proposto – de forma coincidente nas duas PECs – prevê que a Câmara examine a MP em 60 dias e o Senado, em 45 dias. O prazo remanescente de 15 dias foi fixado para a Casa iniciadora examinar as emendas da Casa revisora quando for necessário.

As PECs prevêem, ainda, uma punição à Casa que desrespeitar o prazo legal. Por exemplo, se a Câmara não concluir a votação da MP no período estipulado, a matéria seguirá diretamente para o Senado no primeiro dia útil subseqüente, do jeito que estiver. Caso os senadores emendem o texto, os deputados poderão até derrubar a medida ou as emendas, mas não poderão acrescentar dispositivos ao texto. Ainda nesse caso, se o Senado também não votar a medida provisória a tempo, a proposição perderá a eficácia e passará a tramitar como projeto de lei em regime de urgência.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

Reportagem

LEIA MAIS

Aldo quer parecer sobre nova fiscalização eleitoral

Câmara aprova proibição de palmadas

Mais quatro deputados desistem dos extras

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES