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Congresso em Foco
Autoria e responsabilidade de Joelma Pereira
18/5/2017 | Atualizado às 0:51
[fotografo]Valter Campanato/Agência Brasil[/fotografo][/caption]
Após quase duas horas da revelação de gravações do dono da JBS que comprometem o presidente Michel Temer, o Palácio Planalto, por meio de nota, rebateu as denúncias que já estavam nas capas de todos os jornais do país e afirmou que o presidente "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)". Além disso, a nota ressalta que Temer "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".
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Apesar de negar que tenha pedido mesada para comprar o silêncio do ex-parlamentar, o presidente confirmou o encontro com o empresário. "O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República", diz trecho da nota divulgada na noite desta quarta-feira (18).
Em outro trecho, a nota do Planalto diz que o presidente "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados".
O áudio-bomba
Os empresários Joesley Batista e Wesley Batista, irmãos donos da JBS, entregaram ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), gravação de diálogo em que Temer os incentiva a pagar mesada para comprar o silêncio de Cunha e do operador Lúcio Funaro. A informação foi publicada pelo jornal O Globo. Na presença de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Em seguida, segundo o Globo, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados pelo empresário goiano.
Os empresários firmaram delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregaram gravações sobre as denúncias. Ainda não há confirmação de que a delação do empresário tenha sido homologada pelo STF.
Logo após saber da notícia que envolve seu nome, Temer se reuniu com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Também estiveram presentes à reunião de emergência assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência.
Leia íntegra da nota:
"O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.
O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados."
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