Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Junho de 2019, um mês de sucessos LGBTI+ no Brasil | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Toni Reis

A morte de Karol Eller: o que ou quem foi responsável?

Toni Reis

Aprendizados sobre as transições e as tensões na educação

Toni Reis

O casamento igualitário fica: uma história de conquista

Toni Reis

Carta aberta à Djamila Ribeiro sobre pessoas trans

Toni Reis

Carta Aberta a Eliane Cantanhêde, com cópia para Janja e Alice

Junho de 2019, um mês de sucessos LGBTI+ no Brasil

Toni Reis

Toni Reis

9/7/2019 | Atualizado 10/10/2021 às 16:50

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

Dia da Afirmação Gay, tem manifesto com mais de 100 adesões de personalidades da luta homossexual. Foto: Paulo Pinto/Fotos públicas

Dia da Afirmação Gay, tem manifesto com mais de 100 adesões de personalidades da luta homossexual. Foto: Paulo Pinto/Fotos públicas
Tradicionalmente, para a comunidade LGBTI+, o mês de junho é um mês para comemorar a diversidade, relembrar lutas e conquistas da comunidade LGBTI+ e reivindicar tratamento digno. Há 50 anos, em 28 de junho de 1969, os frequentadores do bar gay Stonewall Inn em Nova York deram um basta contra as repetidas batidas policiais e prisões arbitrárias de pessoas LGBTI+, em uma revolta violenta que se estendeu por várias noites. Foi o marco impulsionador da “libertação gay”.  A partir daí a tradição do Dia do Orgulho LGBTI+ ganhou força e se disseminou. Orgulho significando não ter vergonha de ter uma sexualidade ou uma expressão/identidade de gênero diferente da convencional, e sim ter orgulho de ser o que é. No Brasil, a organização do Movimento LGBTI+ se iniciou por volta de 1978, ainda na Ditadura Militar. Mas só foi a partir dos anos 1990 que o Movimento deslanchou de vez. 1997 marcou o início planejado das Paradas LGBTI+ no país. Os primeiros grandes avanços se deram na década de 2000 no Executivo, com o Programa Brasil Sem Homofobia (2004), a 1ª Conferência Nacional LGBTI+ (2008) e várias políticas públicas afirmativas. Já na década de 2010, enquanto houve retrocessos nas políticas públicas e recrudescimento da intolerância contra nossa comunidade, o Judiciário brasileiro não deixou a peteca cair. Em apenas oito anos o Supremo Tribunal Federal (STF) deu grandes passos rumo à realização da igualdade de direitos e da dignidade humana da comunidade LGBTI+ no Brasil. Em 2011, o STF reconheceu a união estável homoafetiva/casamento igualitário. Em 2018, reconheceu o direito à identidade de gênero das pessoas trans. No mês de junho de 2019, no 50º aniversário do Levante de Stonewall, o STF decidiu pela equiparação de crimes motivados por LGBTIfobia ao crime de racismo. Onde o Legislativo foi omisso, o Judiciário agiu. O STF deu um empurrão na história e fez valer o princípio constitucional da igualdade perante a lei sem distinção de qualquer natureza. E não foi só isso o motivo do sucesso do mês de junho de 2019. Segundo os organizadores, a Parada do Orgulho LGBTI+ atingiu participação de pelo menos três milhões de pessoas. Além disso, a Parada foi apoiada por mais de 150 empresas, demonstrando uma tendência de abertura para a inclusão da diversidade LGBTI+ no mundo corporativo.  O comércio também não ficou para trás, manifestando apoio colocando o arco-íris nas vitrines. Uma surpresa agradável também foram as homenagens feitas ao Dia do Orgulho LGBTI+ por diversos clubes de futebol em todo o país, começando a quebra de um paradigma tradicionalmente marcado pela intolerância a jogadores/as e à comunidade LGBTI+. Tudo isso mostra que a mudança para o melhor é possível. No Brasil conquistamos muito, mas ainda há lutas a serem vencidas.  É necessário educar, formal e informalmente, até que essas conquistas se traduzam em mudanças sociais que resultem na diminuição da discriminação, da violência e dos assassinatos perpetrados contra nossa comunidade. No mundo, mais de 70 países ainda criminalizam as relações homossexuais,  seis deles com a pena de morte. Em 50 anos se avançou muito no Brasil e em vários outros países rumo à efetivação da igualdade de direitos das pessoas LGBTI+ e rumo ao respeito às diferenças. É só isso que queremos, nem menos, nem mais. Viva o orgulho LGBTI+! >>STF lava a alma do país com votos históricos contra a LGBTIfobia >>Desagravo a LGBTs e críticas a Bolsonaro marcam homenagem na Câmara  
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

LGBT Toni Reis identidade de gênero Aliança Nacional LGBTI Parada LGBT criminalização da homofobia criminalização da LGBTIfobia

Temas

Direitos Humanos Colunistas
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES