Entrar
Cadastro
Entrar
Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Rudolfo Lago
Rudolfo Lago
Rudolfo Lago
Rudolfo Lago
Rudolfo Lago
17/11/2016 | Atualizado às 16:01
[fotografo]Gustavo Lima/Câmara dos Deputados[/fotografo][/caption]O que fica claro – e não é a primeira vez – é que já não é mais a Operação Lava Jato a única a levar políticos brasileiros de expressão para a cadeia. E é aí que os efeitos dessa cultura passam a se tornar imprevisíveis e incontroláveis do ponto de vista de alguma preferência política por este ou aquele partido. As investigações seguirão, e as prisões acontecerão, na forma da convicção de cada juiz ou tribunal pelo país, dependendo só do foro do cidadão.
Caso a caso, as prisões vão levando a novos desdobramentos. Garotinho tem passagem por uma variedade impressionante de partidos – PMDB, PDT, PSB, PR... Sabe-se lá o que sabe sobre as tratativas – as republicanas e as não republicanas – em cada um deles. Sabe-se lá o que pode vir a contar caso se sinta inclinado a isso. E, emende-se aqui, negociar delações premiadas é outro aspecto na cultura inaugurada a partir da Lava Jato.
Não custa, então, repetir. Sendo um novo grau menor de tolerância com relação a certas práticas da relação entre financiadores e financiados na política, é mais do que urgente que os políticos parem de fazer cara de paisagem e embarquem de vez na discussão de uma nova forma de financiamento da sua atividade. Mais clara, mais transparente. Seguir tentando conter essa enxurrada, seguir tentando inventar anistias ou limitadores para a atividade policial, do Ministério Público e da Justiça, não vai resolver nada. Não vai haver cadeia pra todo mundo...
Texto publicado originalmente no site de Rudolfo Lago.
Mais sobre Operação Lava Jato
Mais sobre corrupçãoTags
Temas