Ameaçados de cassação, petistas protocolam recurso no STF
14/10/2005
Publicidade
Expandir publicidade
Ameaçados de cassação, cinco deputados do PT envolvidos no escândalo do mensalão protocolaram no início desta tarde (14), no Supremo Tribunal Federal (STF), um recurso para que a Mesa da Câmara aprecie separadamente, antes de remeter ao Conselho de Ética, os processos de quebra de decoro contra eles. O advogado dos petistas entrou com um mandado de segurança para que a Mesa tipifique o crime o crime cometido e a pena correspondente.
Ainda não foi sorteado relator para a ação. Tampouco o mandado de segurança tem prazo para ser julgado. Os petistas argumentam que a liminar concedida pelo presidente do STF, Nelson Jobim, há cerca de um mês, foi descumprida pela Corregedoria da Câmara, que não fez relatórios individuais depois de ouvir os acusados, e os processos foram votados em bloco pela Mesa.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP), porta-voz dos petistas ameaçados de perda de mandato, disse que a intenção não é adiar a abertura dos processos no Conselho de Ética – prevista para ocorrer às 18h da segunda-feira (17). Mas o presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), pensa o contrário. Izar acredita que os deputados João Paulo (SP), José Mentor (SP), Professor Luizinho (SP), Paulo Rocha (PA) e Josias Gomes (BA) querem ganhar tempo com a ação cujo efeito é suspensivo.
Dos petistas listados no relatório aprovado pela Mesa da Câmara na terça-feira (11), apenas João Magno (MG) decidiu não recorrer ao Supremo. Foi aprovada a abertura de processo disciplinar contra 13 deputados. Quatro parlamentares do PP incluídos na lista de cassação decidem hoje se entram com a mesma ação no STF. O ex-líder do PMDB na Câmara José Borba (PR) também deve recorrer ao Supremo.