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Lewandowski rebate Castro sobre operação no RJ: "Não recebi nenhum pedido"

Ministro da Justiça afirmou que não houve solicitação formal do governo fluminense e defendeu coordenação entre forças estaduais e federais.

29/10/2025
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, rebateu nesta terça-feira (28) as críticas do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sobre a ausência de apoio federal à operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

Em entrevista, Lewandowski afirmou que não recebeu qualquer pedido oficial do governo fluminense para atuação da União na ação, que já é considerada a mais letal da história do estado, com mais de 60 mortos, incluindo quatro policiais.

"Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação. Nem ontem, nem hoje, absolutamente nada."

A declaração foi dada poucas horas depois de Castro afirmar que o governo federal havia negado ajuda e que o estado estaria "sozinho" no enfrentamento às facções criminosas que atuam na região.

Lewandowski contestou a versão, afirmando que todas as solicitações anteriores de transferência de líderes de facções para penitenciárias federais de segurança máxima foram atendidas.

"No começo desse ano, o governador Cláudio Castro esteve no Ministério da Justiça pedindo a transferência de líderes das facções criminosas para as penitenciárias federais de segurança máxima. Foi atendido, nenhum pedido foi negado."

O ministro ressaltou que a segurança pública é responsabilidade dos Estados, mas defendeu a coordenação entre as forças federais, estaduais e municipais para enfrentar o crime organizado, que classificou como um fenômeno "nacional e até global".

"O compartilhamento de inteligência, ações coordenadas, planejadas antecipadamente - é isso que nós estamos precisando", disse.

Lewandowski também citou a PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo ao Congresso Nacional, que pretende reforçar os mecanismos de cooperação entre os entes federativos.

A operação nos complexos do Alemão e da Penha mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e Federal. Criminosos reagiram com barricadas, bombas, drones e armas de grosso calibre. A ação, ainda em andamento, ocorre após uma série de ataques a forças de segurança e ônibus no estado.

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