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Veja quem são os executivos do Banco Master presos pela PF

Foram presos o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e quatro diretores da instituição.

18/11/2025
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A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (18) o presidente do Banco Master e quatro diretores da instituição durante operação que investiga um esquema de criação e negociação de títulos de crédito sem lastro. As ordens de prisão foram cumpridas após a Justiça Federal autorizar mandados relacionados à apuração de irregularidades detectadas pelo Banco Central (BC), que também decretou a liquidação extrajudicial do banco e a indisponibilidade de bens de seus controladores e ex-administradores.

Foram detidos:

  • o presidente do banco, Daniel Bueno Vorcaro;
  • o diretor responsável pelas áreas de risco, compliance, recursos humanos, operações e tecnologia, Luiz Antônio Bull;
  • o superintendente executivo de tesouraria, Alberto Felix de Oliveira Neto;
  • o sócio Ângelo Antônio Ribeiro da Silva;
  • e o ex-CEO Augusto Ferreira Lima.

Segundo a PF, um dos alvos segue com mandado em aberto. No âmbito da operação, a Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 12,2 bilhões relacionados a pessoas físicas e jurídicas investigadas.

PF prendeu presidente e diretores do Banco Master em operação que apura fraude na emissão de títulos de crédito.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A liquidação extrajudicial do Banco Master, anunciada pelo BC na manhã desta terça, interrompe automaticamente o processo de aquisição da instituição pelo grupo de investimentos Fictor Holding Financeira. A negociação, divulgada na véspera, previa aporte inicial de R$ 3 bilhões e envolvia investidores dos Emirados Árabes Unidos. O banco também havia sido alvo de análise recente do BC, que vetou a tentativa de compra por outra instituição financeira por falta de garantias.

Segundo as investigações, o esquema consistia na criação de carteiras compostas por títulos classificados como "inexistentes" ou "insubsistentes", apresentados como créditos decorrentes de decisões judiciais ou direitos a serem pagos pelo governo. Esses papéis, que não tinham lastro comprovado, eram negociados com outras instituições do Sistema Financeiro Nacional. A PF afirma que a prática envolvia gestão fraudulenta, gestão temerária, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados de busca, foram apreendidos veículos de luxo, obras de arte, relógios de alto padrão e R$ 1,6 milhão em espécie. Em um dos endereços ligados aos investigados, em São Paulo, os agentes encontraram grande quantidade de dinheiro em espécie armazenado no interior da residência.

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